Famurs reitera posição de não retomar as aulas presencias em reunião com o governo do Estado

A posição da Famurs é de voltar as aulas apenas quando houver um ambiente seguro para alunos e professores.


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Maneco Hassen, presidente da Famurs (Foto: Famurs/Divulgação)

Em Assembleia Geral, realizada por videoconferência na manhã desta quarta-feira (19), a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e as representantes regionais debateram com a Secretaria de Articulação do Governo do Estado, sobre o resultado da pesquisa sobre o retorno das aulas. Conforme levantamento da Famurs, 94% dos gestores são contra a proposta do governo do Estado em retomar as aulas presenciais dia 31 de agosto pela Educação Infantil.

“Nós imaginávamos que haveria rejeição da proposta de calendário do Estado, mas não de forma tão contundente. Os números mostram a firmeza dos colegas em não retomar as aulas presenciais”, comentou o presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen.

A posição da Famurs é de voltar as aulas apenas quando houver um ambiente seguro para alunos e professores. Os prefeitos também defendem a retomada partindo dos níveis mais avançados e não pela educação infantil como pretende o Estado.

No encontro virtual, a diretoria da Famurs apresentou ao Estado,o posicionamento contrário à proposta de calendário, que não haja retorno das aulas neste momento e que o diálogo sobre o tema seja retomado após a desaceleração do número de infecções. Outra sugestão ventilada é de que o governador assuma a responsabilidade de liberação das aulas, não transferindo a decisão aos prefeitos.

Conforme entendimento da Famurs, o retorno das aulas é diferente do que o do comércio, em que são pessoas adultas retomando suas atividades e empreses com maiores responsabilidades. Ainda assim, os protocolos não são cumpridos de forma ideal e os municípios enfrentam dificuldades para realizar a fiscalização.

Com relação a pressão das instituições particulares para reabertura, a sugestão apresentada pela Famurs é de que seja encaminhado ao governo, como alternativa, que o Banrisul abra uma linha de crédito para financiamento com juros subsidiados até o fim do ano. O assunto ainda deve voltar a ser discutido. AI/LF.

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