Feriado da Proclamação da República: historiador explica significado da data

Professor de história e relações internacionais, Mateus Dalmáz, trouxe curiosidades e detalhes sobre o feriado nacional


0
Professor de história e relações internacionais, Mateus Dalmáz (Foto: Caroline Silva)

O 15 de novembro é feriado nacional no Brasil por determinação da legislação brasileira. Em 14 de janeiro de 1890, foi emitida a primeira lei reconhecendo o dia como feriado. Atualmente, o dia em questão é considerado feriado por força de uma lei recente. Em 19 de dezembro de 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a Lei nº 10.607, que cita todos os feriados nacionais do Brasil, sendo o 15 de novembro um deles.

Mas o que houve nesta data para ser decretada um feriado? A Rádio Independente conversou com o historiador Mateus Dalmáz, para entender os detalhes. O professor explica que em 15 de novembro de 1889, houve uma troca de regime político no Brasil. “O país, durante o século XIX, era uma monarquia, esse foi o modelo político adotado depois da Independência e no 15 de novembro de 1889 houve uma troca de regime político, saiu a monarquia, entrou a República, e como modo de se fazer mais presente no cotidiano da sociedade civil, tratou de criar seus feriados republicanos, e apagou os feriados imperiais da monarquia”, lembra.

O doutor em história ainda explica que o primeiro presidente do Brasil, marechal Manuel Deodoro da Fonseca, decidiu por não considerar feriados os aniversários de Dom Pedro I e Dom Pedro II. “Em seu governo se tomou a decisão de não mais considerar feriados os aniversários de Dom Pedro I e Dom pedro II. No Brasil império não se comemorava a Independência no dia 7 de setembro e sim nos aniversários dos imperadores. Foi também ele que criou o feriado de Tiradentes”, contextualiza.

No entanto, Dalmáz, diz que a data em questão não abre espaço para reflexão política, assim como o feriado de 7 de setembro. “O 15 de novembro se tornou um feriado esvaziado em termos consciência política na medida que existe o feriado da Independência e esses momentos não têm sido utilizados para se problematizar a respeito de como foi um processo de Independência ou o que é um regime republicano”, comenta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui