Fiocruz tenta reverter veto da Índia a exportação e garantir vacinação em janeiro

Fiocruz articula importação de 2 milhões de doses da vacina, mas a Índia proibiu exportação


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Fonte: Pixabay/ilustrativa

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenta reverter um possível veto do governo indiano para a exportação de vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford. O laboratório brasileiro articula a importação de 2 milhões de doses prontas deste produto, fabricado em planta na Índia da AstraZeneca, o que permitiria antecipar para janeiro o calendário de imunização no Brasil.

O plano da Fiocruz é também produzir doses, mas o primeiro lote deve ficar pronto apenas em fevereiro. A intenção é buscar uma solução diplomática por meio do Itamaraty e do Ministério da Saúde para permitir a chegada das doses, segundo dirigentes da Fiocruz que acompanham a discussão.

De acordo com declaração feita nesse domingo (3) pelo CEO do Instituto Serum da Índia, que fabrica as doses da AstraZeneca, Adar Poonawalla, o país não permitirá a exportação.
“Só podemos dar (as vacinas) ao governo da Índia no momento”, disse Poonawalla, acrescentando que a decisão também foi tomada para evitar o encarecimento do imunizante.

Como resultado, de acordo com ele, a exportação de vacinas para o consórcio Covax (iniciativa da Organização Mundial de Saúde para garantir acesso equitativo aos imunizantes contra a covid-19) deve começar apenas em março ou abril.
Não será a primeira investida diplomática do Brasil para a liberação de produtos contra a covid-19 presos na Índia. Em abril de 2020, o presidente Jair Bolsonaro conversou com o primeiro-ministro Narendra Modi e pediu o desbloqueio da exportação de insumos farmacêuticos para a produção da hidroxicloroquina. Bolsonaro é entusiasta do medicamento, que não tem eficácia comprovada para tratamento da doença.

Fonte: Jornal do Comércio

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