França anuncia que vai demitir e suspender profissionais da rede de saúde sem vacina

Suspensões afetam principalmente pessoas que trabalham em setores administrativos da rede médica


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Foto: Ilustrativa / Freepik

Segundo o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, após a entrada em vigor da obrigatoriedade da vacinação para a categoria nesta quarta-feira (15), anunciada há dois meses pelo governo, cerca de 3.000 suspensões e dezenas de demissões foram confirmadas nesta quinta-feira (16). De acordo com Véran, as suspensões envolvem principalmente profissionais que trabalham fora dos hospitais, como casas de repouso para idosos ou estabelecimentos para deficientes físicos. O número corresponde a um total de 2,7 milhões de assalariados, acrescentou, em entrevista à rádio francesa RTL.

O atendimento dos pacientes não foi afetado. O ministro afirmou que as suspensões são “temporárias” e afetam principalmente pessoas que trabalham nos setores administrativos. Ele afirma que há poucos médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outras profissões da saúde que recusaram a vacinação, que é obrigatória também para profissionais liberais, bombeiros, e motoristas de ambulância. Muitos preferiram, entretanto, perder o trabalho e abdicar das injeções.

De acordo com dados da Santé Publique France, agência francesa de vigilância sanitária, até o dia 12 de setembro 89,3% dos profissionais que trabalham em instituições para pessoas idosas dependentes tinham recebido pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Os trabalhadores da categoria que se recusam a receber o imunizante não poderão mais exercer sua atividade, segundo a lei votada pelo Parlamento francês em 5 de agosto.

Fonte: G1

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