França já descobriu 182 mil passaportes falsos de Covid

Pena para uso e venda de falsificações chega a 5 anos de prisão e multa de 75 mil euros. Documento é obrigatório para entrar em restaurantes, museus e cinemas e no transporte público


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Pessoa mostra código QR do seu passaporte sanitário para entrar no Estádio Roazhon Park, em Rennes, no noroeste da França, em 8 de agosto de 2021 (Foto: JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP)

A França anunciou que 182 mil passaportes sanitários falsos já foram identificados pelas autoridades desde que o documento passou a ser exigido para o acesso em locais fechados, em junho.

O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, destacou que o uso, fabricação ou venda de passaportes médicos falsificados pode resultar em até cinco anos de prisão e multa de até 75 mil euros (o equivalente a cerca de R$ 485 mil).

“O problema dos passaportes sanitários é que, muitas vezes, são feitos em cumplicidade com médicos ou enfermeiras reais”, afirmou o ministro. Darmanin disse, no entanto, que esse envolvimento “é muito difícil de provar”.

Para entrar em lugares como cinemas, restaurantes, museus e transportes públicos na França, é obrigatório desde o verão europeu apresentar um comprovante de vacinação contra a Covid-19, de recuperação da doença ou um teste negativo recente.

Na sexta-feira (17), o primeiro-ministro francês, Jean Castex, endureceu as regras e anunciou que o passaporte sanitário se tornará um “passaporte de vacinação” no início de 2022 e um teste negativo para Covid-19 não servirá mais.

Assim, a partir de janeiro será necessário demonstrar que a pessoa tem o esquema vacinal completo e tomou a dose de reforço. Castex não mencionou se um atestado de recuperação da doença seguirá sendo válido.

Covid-19 na França

Quase 78% da população francesa tomou ao menos uma dose das vacinas contra a Covid-19 disponíveis e 72% estão completamente vacinadas (patamar um pouco superior ao do Brasil).

Mas, como em muitos países europeus, uma boa parcela da população se nega a receber o imunizante e recorre a meios ilícitos para “comprovar” imunidade contra o coronavírus.

Fonte: G1

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