França pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU por ataque na Síria

'O uso de armas químicas constitui uma violação inaceitável', declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault.


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Criança inconsciente é mantida sob observação em hospital de Khan Sheikhoun, na Síria, após suposto ataque com gás tóxico em área tomada por rebeldes (Foto: Omar Haj Kadour/AFP

As autoridades francesas solicitaram nesta terça-feira (4) uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas pelo suposto ataque químico contra a cidade síria de Khan Sheikhoun, na província setentrional de Idlib.

“O uso de armas químicas constitui uma violação inaceitável da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e um novo reflexo da barbárie da qual a população síria é vítima há tantos anos”, declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, em comunicado.

A reação acontece após o Observatório Sírio de Direitos Humanos informar nesta terça-feira (4) a morte de pelo menos 58 pessoas, entre elas 11 menores, por um bombardeio de aviões não identificados em Khan Sheikhoun, controlada por opositores.

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança opositora, acusou, em comunicado, aviões governamentais de terem bombardeado a população dessa cidade com projéteis que continham gás sarin, classificado como arma de destruição em massa.

“Como em Ghouta em 21 de agosto de 2013, Bashar al Assad (o presidente sírio) atacou civis com meios proibidos pela comunidade internacional. Mais uma vez, o regime sírio negará a evidência de sua responsabilidade neste massacre”, disse o presidente da França, François Hollande, em comunicado.

O chefe do Estado francês ressaltou que, como em 2013, o líder sírio “conta com a cumplicidade de seus aliados para se beneficiar de uma impunidade intolerável”.

Fonte: G1

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