Fundef celebra 30 anos de história homenageando pacientes, voluntários e colaboradores

Evento ocorreu na noite desta quinta-feira (14) no Teatro Univates, em Lajeado. Fundação é referência nacional em reabilitação de pessoas com fissuras labiopalatais


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Homenagens foram feitas no palco do Teatro Univates (Foto: Gabriela Hautrive)

Trabalhando na busca da reabilitação de pessoas com fissuras labiopalatais e deficiência auditiva, sendo reconhecida nacionalmente por sua atuação, a Fundação para a Reabilitação das Deformidades Crânio-faciais (Fundef), celebrou seus 30 anos de história em evento na noite desta quinta-feira (14) no Teatro Univates, em Lajeado, com o lema “construindo novos sorrisos”. O evento que contou com apresentação da Orquestra de Teutônia em sua abertura, resgatou a trajetória da instituição que realiza atendimentos desde 1991 por iniciativa do médico Wilson Dewes e equipe de profissionais e voluntários.

Orquestra de Teutônia realizou apresentações durante o evento (Foto: Gabriela Hautive)

Todos os anos de atuação de forma interdisciplinar, com reuniões clínicas para a discussão de casos e tomada de decisões em equipe de acordo com a necessidade de cada paciente, foram dedicados a um esforço coletivo com homenagem a todos que fazem parte da fundação: pacientes, voluntários e colaboradores, chamados ao palco para recebimento de uma lembrança em forma de agradecimento.

O diretor técnico da Fundef, Dr. Alain Viegas Detobel, que desde a criação da instituição está envolvido com a causa, falou sobre a relação de doação e carinho que possui com a fundação. “A gente acredita que nada é por acaso. Eu não participo da Fundef desde 1991, eu formei nesse ano, e não é por acaso, tudo é isso tem um significado marcante e especial na minha carreira, minha família, meus amigos, todos sabem que algo da Fundef eu vou acabar falando”, conta.

O presidente do Conselho Diretor, Ito Lanius, parabenizou toda a equipe que faz o trabalho acontecer, ressaltou conquistas ao longo desses 30 anos de história e falou sobre o sonho que a entidade possui que é ter o seu próprio hospital para atendimento de pacientes. O presidente entende que há basicamente dois pontos de vista em relação ao projeto. “Os que pensam que não dá, que não tem viabilidade, que não tem sustentabilidade econômica, que é impossível implementar este projeto”.

Como empresário, ele diz que não tira a razão dessas pessoas, porém, hoje faz parte de um grupo que pensa diferente. “Os que acreditam nos grandes sonhos, que nada é impossível, que a causa dos nossos 30 anos o justificam, que a luta se impõe e por isso tínhamos que estarmos aqui hoje”, relata.

Vídeo institucional foi exibido nos telões do teatro para os convidados (Foto: Gabriela Hautrive)

O médico Luiz Fernando Kehl, que atua como presidente do Conselho Superior da Fundef, passou uma mensagem durante seu pronunciamento sobre a importância que tem um sorriso e a missão que a Fundef tem em devolver ele a muitas pessoas. “Um sorriso nada custa, mas vale muito, enriquece quem o ganha, sem empobrecer a quem oferece. Dura apenas um estante, mas pode na lembrança durar eternamente. Ninguém é tão rico que o possa desprezar, nem tão pobre que não possa dar. Traz ao nosso lar, felicidade”, disse.

Em forma de agradecimento por todo trabalho desempenhado e por ser referência não somente no Vale do Taquari, como também em todo o território nacional, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, ressaltou a importância que tem a Fundef para a cidade. “Lajeado é o que é porque nunca nos contentamos em fazer apenas nossa obrigadação. O que é obrigação tem que ser feita, mas nós sempre levamos conosco uma dose de arrojo que nos proporcionam momentos como este”, destaca. Após os pronunciamentos, o evento contou com homenagens e encerramento musical com a Orquestra de Teutônia.

Casa de Acolhida

A Casa de Acolhida, localizada em Lajeado é um braço da Fundef. Os pacientes e familiares, espalhados em 397 cidades do Rio Grande do Sul, que realizam consultas e outros procedimentos na fundação, podem usar o local como apoio para que tenham um espaço para aguardar os atendimentos ou o transporte. O serviço foi criado pela Associação dos Pais e Amigos da Fundef (Apaf) que existe desde 2006, e há cinco anos está localizada na Rua Pinheiro Machado, no Centro da cidade, próximo ao Hospital Bruno Born.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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