Futuro bispo da Diocese de Santa Cruz valoriza período de transição para conhecer a vida eclesial da região antes de tomar posse

"Por um período longo, eu serei um aprendiz, um aluno que deverei ser conduzido pela mão", destaca o monsenhor Itacir Brassiani


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Padre Itacir Brassiani (Foto: Divulgação)

A Diocese de Santa Cruz do Sul está em processo de transição. Com a renúncia do bispo dom Aloísio Alberto Dilli, que se aposentando aos 75 anos, o Vaticano nomeou para a função o padre Itacir Brassiani, atualmente superior provincial para a América Latina dos Missionários da Sagrada Família.

Até ele assumir e se tornar bispo, ainda tem pela frente uma série de agendas. Brassiani adianta que nesta quarta-feira (26) estará em Santa Cruz do Sul para conversam com dom Aloísio e os padres da congregação para definir uma data para a cerimônia na catedral.

Brassiani tem 64 anos e nasceu no Distrito de Soledade, então município de São José do Herval. Seu pai é de Encantado e sua mãe, de Arvorezinha. Com dois anos, a família se mudou para o oeste de Santa Catarina, e com 20 anos, o religioso começou sua caminhada como missionário da Sagrada Família. Como superior provincial, Brassiani fez a coordenação de 135 missionários na América Latina e em parte da África.

“Mesmo tendo nascido no território da Diocese de Santa Cruz do Sul, eu conheço de passagem; não conheço o clero, a vida religiosa e eclesial” da região, pontua ele, sobre a importância dos contatos e da ambientação antes de assumir.

“Por um período longo, eu serei um aprendiz, um aluno que deverei ser conduzido pela mão nos caminhos para olhar, para escutar, para ver, para contemplar e assim, ir me inserindo na caminhada na diocese”, ressalta.

A Diocese de Santa Cruz abrange 40 municípios (incluindo parte do Vale do Taquari), 51 paróquias e mais de mil comunidades.

Opinião em temas polêmicos

Sobre o movimento de diversidade, Brassiani destaca que deve prevalecer o principio fundamental da dignidade humana, independente da orientação sexual.

E em relação ao aborto, ele lamenta que o debate sobre maior punição à mãe que interrompe a gravidez esteja sendo posto não por interesse de salvaguardar a vida, mas “por puro oportunismo político” de grupos que desejam emparedar parte da sociedade, uma “armadilha que os cristãos não podem cair”.

O religioso reafirma o valor da vida em todas as suas fases, e pede que não se jogue sobre a vítima o peso da condenação.

Texto: Tiago Silva
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