Geração de energia própria é uma das soluções para lidar com enchentes no Vale do Taquari, cita presidente da Certel

Usina hidrelétrica construída pela cooperativa na barragem de Bom Retiro do Sul levará eletricidade para 100 mil pessoas


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Erineo Hennemann (Foto: Eduarda Lima)

A geração de energia própria é uma das soluções para lidar com enchentes no Vale do Taquari, segundo citou o presidente da Cooperativa Certel, Erineo Hennemann, em entrevista à Rádio Independente nesta terça-feira (2).

Para isso, a empresa trabalha na construção de uma usina hidrelétrica na barragem de Bom Retiro do Sul, que permitirá gerar energia para cerca de 100 mil pessoas. O projeto orçado em R$ 250 milhões se mostrou ainda mais essencial após a destruição causada pelas enchentes de maio, quando milhares de associados enfrentaram o desabastecimento.

A catástrofe causou a interrupção da transmissão pelo Rio Taquari, o desligamento da subestação de Nova Santa Rita e a dificuldade de geração no complexo em Passo Real.

Inicialmente a conclusão das obras na barragem estava prevista para fevereiro de 2026, no aniversário de 70 anos da Certel. Porém, as obras foram postergadas em função da necessidade de refazer alguns serviços. A estrutura contará com comportas e eclusa, possibilitando a regulação do nível do rio em momentos de cheia.

“Passa a ser importante barragens ao longo dos rios para diminuir a velocidade, melhorar a segurança com relação a velocidade das águas”, cita Hennemann. As obras ainda estão em fase de encaminhamento do projeto e levantamentos preventivos sobre o rio.

“Não podemos depender de uma ponte pra atender nosso associado”

Ainda durante a entrevista, Hennemann falou sobre a construção da sede da cooperativa em Lajeado, obra que será iniciada em breve.

“Não podemos depender de uma ponte pra atender nosso associado”, pontua o presidente da Certel em referência à ponte do Rio Taquari, que foi coberta pela água na enchente de maio.

O projeto da nova sede está em andamento e foi feita uma permuta com o município, para que a edificação seja construída próxima ao Jardim Botânico. “Essa obra estava em quinto lugar e passou para uma exigência mais rápida”, garante Hennemann.

Texto: Eduarda Lima
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