Gerente da Agas rebate proposta de limitar compras no supermercado a somente produtos essenciais

“O que para alguns é essencial, para outros não; o que para alguns pode ser visto como supérfluo, para outros pode ser essencial”, argumenta Francisco Miguel Schmidt.


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Foto: Divulgação

O gerente-executivo da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Francisco Miguel Schmidt, contesta uma proposta apresentada pelo presidente da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Emanuel Hassen de Jesus, de proibir a compra de produtos considerados não essenciais nos supermercados. A ideia foi apresentada como uma das formas de limitar aglomerações em função da disseminação do novo coronavírus. “O que para alguns é essencial, para outros não; o que para alguns pode ser visto como supérfluo, para outros pode ser essencial”, rebate Schmidt.


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O executivo ressalta que os supermercados têm feito o possível para evitar qualquer tipo de problemas, tanto para os colaboradores como para os clientes, dentro das lojas. Ele cita a utilização de álcool gel, higienização dos carrinhos, colocação de entre cliente e operador, entre outros cuidados com o distanciamento. “A pandemia criou um novo paradigma de atendimento ao público”, afirma. “Graças a Deus foram poucos os casos”, observa. “Os supermercados têm tido um esmero muito especial no trato com a higienização e com o atendimento ao publico”, reafirma.

Gerente-executivo da Agas, Francisco Miguel Schmidt (Foto: Divulgação)

Para Schmidt, todo o comércio deveria ser liberado, observando cuidados sanitários e de distanciamento social, para se evitar o agravamento de problemas econômicos.

“Entendemos que, se os supermercados mantêm os seus atendimentos com todos os cuidados necessários, e não se tornaram um foco de infecção, por que o comércio, seguindo os protocolos de higiene, não podem estar abertos? Nós entendemos que todos deveriam ter essa oportunidade de atender os seus clientes com os cuidados necessários, e evitar-se-ia sérios problemas que já estão acontecendo e tendem a piorar”, argumenta.

Comportamento do cliente

No início da pandemia de coronavírus, o gerente-executivo da Agas, Francisco Miguel Schmidt, lembra que houve uma correria nos supermercados. Os clientes buscavam, principalmente, produtos da cesta básica. “Agora as pessoas estão muito mais comedidas em suas compras”, percebe. Um dos fatores que influencia são a retração econômica e a consequente redução no poder aquisitivo.

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