Gerente da RGE defende mudança na cultura para evitar plantio de árvores perto da rede elétrica

“A vegetação perto da rede elétrica não combina”, afirma Fábio Calvo


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Foto: Divulgação

O gerente de Relacionamento com o Poder Público da RGE, Fábio Calvo, explicou os motivos que levam à demora no restabelecimento de energia elétrica em casos de eventos climáticos graves. Em entrevista no programa Redação no Ar nesta segunda-feira, o dirigente também detalhou os investimentos que a concessionária realizou nos últimos anos no Vale do Taquari, na ordem de R$ 100 milhões, e adiantou os planos para os próximos anos de concessão.

Calvo ressaltou que a empresa realizou R$ 963 milhões de investimento em 2020, mesmo com a complexidade da pandemia, nas áreas que atende. No Vale do Taquari, no ano passado, foram R$ 37,3 milhões, aponta, valores que foram destinados, por exemplo, à substituição de postes de madeira por concreto ou fibra (3,7 mil trocas) e reconfiguração de 100 quilômetros de rede.

“Além dessas obras estruturais, trabalhamos muito na implantação de equipamentos religadores”, lembra o dirigente. Conforme ele, os equipamentos telecomandados religam automaticamente a energia elétrica em eventos transitórios. Ano passado foram 23 instalados, e a região conta agora com 188 instalados. Calvo ressalta que em vez de enviar equipe, a tecnologia dá uma resposta bem mais rápida do que o tempo de deslocamento de equipe ao local atingido.

Sobre o atendimento quando há queda de energia, o gerente da RGE diz que a concessionária tem um sistema de priorização de restabelecimento desde a saída da subestação até o cliente. “Temos essa lógica de atendimento para chegarmos a esse cliente final”, aponta Calvo.

O representante da RGE diz que há um problema cultural na região de ter árvores perto da rede elétrica. “A vegetação perto da rede elétrica não combina, e quanto temos a adversidade climática, essa é a grande causa raiz dos problemas”, afirma.

Calvo afirma que a empresa realizou um trabalho de limpeza e substituição de postes em 980 quilômetros de rede no Vale do Taquari ano passado. A RGE tem planos de realizar essa atividade em toda a sua rede em até 5 anos.

O gestor ressalta que os investimentos são necessários, mas ele convida a uma reflexão de que é precismo mudar a cultura de plantio perto da rede elétrica.

1 comentário

  1. Mas é muita cara de pau!

    O que não combina são mutilações das árvores.
    O que não combina são redes de fiação elétrica nas alturas.
    Isso que tá demode. Isso já deveria estar debaixo do solo.

    Mas como é uma empresa privada, investimento zero.

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