Gestor do hospital de Boqueirão do Leão diz que preocupação é com falta de suprimentos e equipe médica

De 18 pessoas internadas, apenas duas são pacientes não Covid.


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Foto: Clic Boqueirão

Após quase ter ficado sem oxigênio nesta segunda-feira (22), o hospital Dr. Anuar Elias Aesse, de Boqueirão do Leão, segue com grandes preocupações. O gestor da instituição, Alessandro Weber, conta que a situação ainda é delicada pelo aumento de internações. “Fizemos o máximo de esforço para que não faltasse oxigênio e não faltou. Nós temos um limite e o número de pessoas que precisavam de oxigênio aumentou repentinamente e não teríamos cilindro disponível para todas as pessoas porque o fornecimento demora para vir”, relata.


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Conforme ele, de 18 pessoas internadas, apenas duas são pacientes não Covid. “Ontem conseguimos oxigênio emprestado, mas a situação é deliciada porque o numero de positivados e internados aumenta a cada dia. Temos 16 pessoas com Covid e somente duas internadas para outras doenças”, conta.

Alessandro Weber, gestor do hospital Dr. Anuar Elias Aesse (Foto: Arquivo pessoal / Divulgação)

Outro problema é a falta de equipe médica. O gestor fala que de quatro médicos do hospital, dois estão afastados. “Hoje no hospital temos cinco profissionais afastados, que atuam na equipe de enfermagem. No corpo de médico temos quatro profissionais, dois estão afastados por Covid-19 ou outras doenças”, comenta.

Seguindo nesta linha, ele diz que a falta de oxigênio e a redução da equipe é o que mais preocupa no momento. “A nossa preocupação maior hoje são duas, não ter suprimentos e recursos humanos. O numero está aumentando muito rápido de pacientes, então não dá tempo de suprir oxigênio. A gente está tentando de tudo. Primeiro é o suprimento que pode não chegar a tempo e recursos humanos porque estamos perdendo colegas que estão afastados”, observa.

Há cinco anos atuando à frente do hospital, Alessandro fala que nunca havia passado por um colapso no sistema de saúde. “Eu nunca tinha passado por isso. Estamos preocupados e assustados. Somos praticamente um hospital Covid”, desabafa.

Desde o começo da pandemia, o município já registrou sete óbitos e 291 casos.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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