Gestores municipais podem apresentar gargalos em rodovias estaduais que serão concedidas à iniciativa privada

A ideia é qualificar o projeto de concessão das rodovias ERS-129, ERS-130 e RSC-453.


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Presidente da entidade CIC-VT, Ivandro Rosa (Foto: Tiago Silva)

O governo do estado pretende conceder à iniciativa privada as rodovias ERS-129, ERS-130 e RSC-453, hoje sob responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Já são realizadas pesquisas de origem, destino e contagem de veículos que passam por essas estradas. Em dezembro, o Pirati finalizou a concessão da RSC-287 para uma empresa espanhola. Este processo será um parâmetro técnico e econômico para as próximas concessões, que deverão ter contratos de 30 anos.


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Percebendo esses movimentos, entidades regionais do Vale do Taquari se organizam para que os prefeitos e lideranças políticas regionais apontem gargalos em acessos aos municípios por meio dessas rodovias. As informações serão reunidas pelo Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), que reunirá o material e formatará um documento, a ser encaminhado ao governo do estado.

Para incentivar que os prefeitos relatem a situação nas suas cidades, a Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT) lançou um vídeo sensibilizando para a importância da colaboração.

O presidente da entidade, Ivandro Rosa, ressalta que é uma oportunidade para que os gestores municipais resolvam problemas de mobilidade em suas cidades. Eles podem enviar suas impressões até o começo de fevereiro, por meio do Codevat.

O documento do Codevat busca influenciar positivamente na formatação dos projetos de concessão, para os quais o governo do estado contratou a assessoria técnica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Quando tu propõe um processo para 30 anos de concessão, nós precisamos estar conscientes e atentos da construção coletiva de soluções para que sejam implantadas nas obras após o leilão”, ressalta Rosa. Conforme ele, a ideia é instigar os prefeitos a enxergarem as rodovias como forma de interligação entre cidades e regiões, nos aspectos de mobilidade e conetividade, pensando em acessos a loteamentos e distritos industriais.

O presidente da CIC-VT cita entre os gargalos a falta de acesso regular ao Distrito Industrial de Teutônia, problemas de segurança e acessos precários na Boa União, em Estrela, problemas de circulação de trânsito nos horários de pico entre Lajeado e Arroio do Meio, e dificuldades de acesso aos bairros nas rótulas em Arroio do Meio.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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