Google tem definição distinta para as palavras ‘patrão’ e ‘patroa’

Para a gigante da tecnologia, patroa quer dizer: “a mulher do patrão”.


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Foto:Divulgação

Se você buscar no Google o termo ‘patrão’ e ‘patroa’, vai se surpreender com a resposta da gigante da tecnologia. De acordo com o Google, ‘patrão’ significa: “Proprietário ou chefe de um estabelecimento privado comercial, industrial, agrícola ou de serviços, em relação aos seus subordinados; empregador” e/ou “o chefe de uma repartição pública”. Até aí, tudo bem, é isso mesmo.

Agora, quando o Google se propõe a definir o que é ‘patroa’, ele não considera, o que deveria ser óbvio, o mesmo significado que o masculino, mas se referindo a mulheres que ocupam essa posição de chefia. Para a gigante da tecnologia, patroa quer dizer: “A mulher do patrão” e/ou “dona de casa”.
Para começar, a definição não é real, patroa é uma mulher que ocupa posição de chefia. Esse lugar pode ser dentro de casa, claro que pode. Mas, não é o homem chefe que dá à mulher a posição de patroa. Pelo menos, não mais.
Da forma como o Google trata o trabalho feminino ao designar patroa apenas como esposa coloca em pauta mais uma vez a temática de cargos de liderança, em relação aos homens, no Brasil e no mundo.

No Brasil, apenas 13% das empresas têm CEOs mulheres, de acordo com o estudo mais recente realizado pelo Insper com a Talenses. Ainda segundo a pesquisa, elas ocupam 26% dos cargos de diretoria, 23% dos postos de vice-presidentes e 16% dos cargos em conselhos. De modo geral, elas têm, em média, 19% dos cargos de liderança nas empresas brasileiras.

Fonte: Catrata Livre + IBGE

 

1 comentário

  1. O mais engraçado dessa matéria é a incapacidade, tanto da fonte quando a do jornalista que a reproduziu, de se interar melhor sobre o “escândalo”: o Google indexa os significados mais comuns classificando eles nas 3 primeiras posições da caixa de pesquisa. Bastasse o jornalista ter clicado no botão “Mostrar mais” que lá estaria o significado para “…mulher que dirige certos estabelecimentos ou serviços”. A culpa não é do Google ou de algum malfeitor opressor e machista que seta numa base de dados o significado de certas verbetes. Mas pelo visto essa é a dedução lógica dos vitimistas, afincos seguidores da cultura do coitadismo, e que provavelmente crucificariam Mamonas Assassinas, Os Trapalhões, Chaves, por não admitirem que palavras e seus significados tem contextos mutáveis, anexos ao tempo e cultura de uma civilização. Acho que deveríamos mudar o signifcado de “galinha” para “galináceo cisfêmea que bota ovos, que lhe são usurpados por humanos opressores e são obrigadas a manter relações sexuais com cismachos galináceos e procriarem para depois lhe matarem a prole”. Acho que assim todo mundo fica feliz…

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