Governo do Estado espera concluir vacinação da população acima dos 60 anos em abril

Chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do RS fala sobre o calendário de vacinação do estado.


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Tani Ranieri (e), chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do RS (Foto: Divulgação)

O Governo do Estado espera concluir a vacinação de todo o grupo prioritário acima dos 60 anos contra a Covid-19 no mês de abril. “A gente espera, sim, no mês de abril provavelmente já ter vacinado todo o grupo de 60 anos ou mais”, confirma a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do RS, Tani Ranieri, em entrevista à Rádio Independente nesta terça-feira (23).


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Conforme ela, o governo espera alcançar o objetivo com o maior envio de vacinas ao estado por parte da União. Tani explica que, além de uma aquisição de vacinas maior, os laboratórios produtores a nível nacional terão maior capacidade produção, possibilitando ampliar a campanha de imunização no país. Com isso, o RS espera receber remessas semanais para distribuir com maior agilidade à população.

“A gente acredita que, para os próximos meses, já em abril a gente vai receber um quantitativo maior, um volume maior de vacinas, e dessa forma a gente possa avançar de uma forma que possamos obter um maior número do público-alvo vacinado, e conseguir quebrar a cadeia de transmissão desse vírus”, comenta.

“Esse segmento da população de idosos concentra uma grande proporção da população. São quase 2 milhões de pessoas acima de 60 anos. Então, estamos entrando num grupo etário que é de 60 até 70 anos de idade que tem um grande volume de pessoas. São mais de 500 mil pessoas que se encontram nessa faixa etária”, conta a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do RS.

Tani Ranieri ressalta que a imunização contra o novo coronavírus só acontece após a segunda dose da vacina. Mesmo assim, medidas de controle devem ser seguidas, como uso de máscaras, distanciamento social e higienização constante.

“A vacina não têm 100% de proteção, além do fato de pessoas de mais idade terem mais fatores de risco associados. Então, muitas vezes, essas pessoas têm comorbidades importantes que as tornam mais vulneráveis”, explica. Dessa forma, a epidemiologista analisa que a vacinação não vai interromper por completo a pandemia, mas vai reduzir substancialmente os casos graves e as mortes, com redução de internações hospitalares. Ela destaca também que, caso ocorram reinfecções, os casos sejam mais brandos.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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