Governo do Estado indica que pode flexibilizar restrições ao comércio e serviços na próxima semana

Presidente do Sindilojas do Vale do Taquari critica o tratamento desigual que os setores de comércio e serviços recebem.


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Foto: Arquivo / Rádio Independente

Entidades de comércio e serviço de Lajeado e região devem enviar um documento formalizando o pedido de flexibilização para o funcionamento mínimo dessas atividades econômicas mesmo em bandeira preta. Essa classificação de alto risco para Covid-19 deve permanecer até pelo menos 21 de março, totalizando quatro semanas no Vale do Taquari. O presidente do Sindilojas da região, Francisco Weimer, diz que uma flexibilização foi discutida com o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, no sábado (6). O prefeito teria ligado para o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles.


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O secretário teria indicado por uma flexibilização para o comércio e prestadores de serviço poderem atuar de forma reduzida, com possibilidade de cobrança de crediário na porta do estabelecimento e take-away (pegue e leve). Já os salões de beleza e academias poderiam atender um cliente por vez, com agendamento prévio e intervalo de uma hora.

Weimer critica as restrições como ocorrem hoje. “Não temos como aceitar um tratamento desigual como tá ocorrendo hoje.” Segundo ele, somente quatro ramos do comércio são atingidos (moveis, eletrodomésticos, confecções e calçados, e bazar), enquanto os demais têm liberação. “O movimento nas ruas continua igual. Se é por isso, não vai mudar nada”, alega o presidente do Sindilojas, sobre a ineficácia do fechamento, como decretado.

O dirigente relata as dificuldades enfrentadas pelo setor. “Temos compromissos trabalhistas, financeiros e familiares, e precisamos no mínimo possível ter uma pequena atuação para fazer frente a esses compromissos”, destaca.

Hoje, os estabelecimentos, impedidos de receberem os clientes para o pagamento de contas, têm que buscar alternativos como depósito em conta, transferências bancárias e PIX. “A gente entende o desespero das pessoas que têm conta para pagar, e quem tem para receber e não tem como receber”, observa Weimer.

Para terem um alívio financeiro para passarem por esse momento, os empresários buscam a prorrogação do Pronampe (um incentivo às micro e pequenas empresas, liberado no ano passado e que começariam a pagar agora) e também atrasar o pagamento do ICMS. “Se não tem renda, como vai pagar?”, questiona o presidente do Sindilojas.

Em nível federal, os comerciantes também buscam medidas que possibilitem novamente a redução da carga-horária e dos salários, além da suspensão do contrato de trabalho. A entidade já consegui, no final de fevereiro, negociar com o Sindicomerciários a prorrogação do banco de horas até o final de ano, bem como o adiantamento de férias.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

2 Comentários

  1. ate que enfim alguem que pense igual a eu e isso mesmo Francisco Weimer tambem discordo do decreto uns de portas abertas trabalhando enquanto outros sao obrigados a manter portas fechada nao e justo mesmo deve se impor regras iguais a todos

    • Também concordo com você todos temos contas pra pagar não é justo uns poder trabalhar outros ficar de portas fechadas , tinham que não mandar as contas de luz telefone água etc….se não dá pra trabalhar não tem dinheiro pra pagar nada

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