Governo do Haiti diz ter frustrado tentativa de golpe e assassinato do presidente

Vinte e três pessoas foram detidas, entre elas um juiz e uma oficial da polícia nacional; oposição nega tentativa de golpe. Presidente governa sem o controle do Legislativo desde o ano passado e diz que se manterá no cargo até 7 de fevereiro de 2022, mas muitos consideram que seu mandato terminou neste domingo.


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Policiais reprimem manifestantes em Porto Príncipe, no Haiti, durante protesto pela renúncia do presidente Jovenel Moïse, no domingo (7) (Foto: Valerie Baeriswyl/AFP)

Autoridades do Haiti informaram no domingo (7) ter frustrado uma “tentativa de golpe” de Estado contra o governo do presidente Jovenel Moise, que teria sido alvo de um atentado igualmente mal sucedido em meio a controvérsias sobre o fim do seu mandato.

Esse plano foi uma “tentativa de golpe de Estado”, segundo o ministro da Justiça haitiano, Rockefeller Vincent. Outras fontes oficiais disseram que 23 pessoas foram detidas, entre elas um juiz e uma oficial da polícia nacional.

Estão envolvidos um juiz federal do Tribunal de Cassação e uma inspetora geral da Polícia Nacional, completou.

Vinte e três pessoas foram detidas, confirmou o primeiro-ministro, Joseph Joute, à imprensa.

Ele disse que os conspiradores entraram em contato com funcionários da polícia no palácio presidencial, que planejavam deter Moise e depois ajudar a instalar um presidente de “transição”.

“Agradeço ao responsável pela minha segurança e pela do palácio. O sonho dessa gente era atentar contra minha vida. Graças a Deus isso não ocorreu. O plano foi abortado”, disse Moise no aeroporto da capital, ao lado da esposa e do primeiro-ministro, antes de embarcar para o balneário de Jarmel.

O presidente disse ter havido uma tentativa de atentado contra a sua vida, mas que o plano “foi abortado”.

O presidente, que está sendo pressionado pela oposição (leia mais abaixo), falou no aeroporto de Porto Príncipe, capital do país, acompanhado de sua esposa e do primeiro-ministro, Joseph Jouthe.

Segundo Leon Charles, diretor da polícia nacional do Haiti, os policiais apreenderam documentos, dinheiro e várias armas, incluindo rifles de assalto, uma submetralhadora Uzi, pistolas e facões.

Jouthe acrescentou que entre os documentos estava um discurso do juiz que planejava se tornar o líder interino em um governo de transição.

Fonte: G1

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