Governo do RS propõe taxa única de R$ 66,70 para licenciamento de veículos

Palácio Piratini enviará proposta para a Assembleia Legislativa


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Foto: Alina Souza

O governador Eduardo Leite revelou em transmissão ao vivo na tarde desta quarta-feira que encaminhará para a Assembleia Legislativa proposta com novos valores para taxas de licenciamento do Detran do Rio Grande do Sul. Nela, veículos com menos de 15 anos, que são 68% da frota, terão a taxa de licenciamento anual no RS reduzida de R$ 94,69 para R$ 66,70 em 2021.

A redução será possível com a adoção do documento digital e a unificação dos valores para todos os veículos, o que atende decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O STF determinou que não sejam cobrados valores diferentes para o mesmo serviço. A proposta também alinha as taxas aos avanços tecnológicos recentes e às mudanças na legislação, que extinguiram o documento em papel-moeda e seu envio pelo correio.

O projeto de lei (PL) ainda prevê a devolução dos valores pagos a mais no exercício de 2021, e unifica a taxa de alteração de registro, cobrada quando há transferência de propriedade, resultando em redução para 82% dos casos. A devolução se dará por meio de crédito para desconto no licenciamento do ano seguinte.

No caso do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo (CRLV), documento expedido anualmente quando o proprietário quita IPVA, seguro DPVAT (quando cobrado) e multas vencidas, o valor hoje é de R$ 94,69, para veículos com menos de 15 anos, e R$ 66,70, para veículos com mais de 15 anos. Pela proposta, a taxa teria valor único de R$ 66,70 em 2021, passando a R$ 85,22 em 2022 e corrigido pela Unidade Padrão Fiscal (UPF) nos anos subsequentes.

Dessa forma, o projeto promove para este ano uma redução na taxa em 68% da frota, sem aumento para o restante, o que atende à chamada regra da noventena – a Constituição só permite que aumentos em tributos sejam cobrados 90 dias depois da publicação de lei que tenha estipulado a alta.

Com o corte na taxa do CRLV, a estimativa da Secretaria da Fazenda é de redução de R$ 111 milhões na arrecadação em 2021. Atualmente, 10% do recolhimento desse tributo é destinado ao Fundo Especial de Segurança Pública (Fesp), importante fonte de financiamento e investimento na área, que viabiliza a aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos de proteção individual (EPI) e recursos tecnológicos entre outros. A proposta prevê elevar essa parcela de repasse ao Fesp para 30%.

Fonte: Correio do Povo

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