Gravidez na adolescência é “uma fábrica de pobres” na América Latina, diz ONU

Quase metade das mães com idades entre 10 e 19 anos se dedicam exclusivamente às tarefas domésticas.


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Foto: Divulgação
A gravidez na adolescência prejudica a vida de milhares de jovens e reproduz a pobreza na América Latina, além de gerar aos países gastos milionários que poderiam ser evitados, alertou a ONU em um estudo apresentado nesta quarta-feira.
Os efeitos dessas gestações precoces “são múltiplos e se estendem tanto ao nível de escolaridade quanto ao mercado de trabalho, à saúde e até às economias nacionais”, ressalta o documento.
O estudo intitulado “Consequências socioeconômicas da gravidez na adolescência em seis países da América Latina e do Caribe”, analisa a situação na Argentina, Colômbia, Equador, Guatemala, México e Paraguai. Segundo o relatório, as meninas e adolescentes mães tendem a abandonar a escola para criar os filhos, o que significa uma maior dificuldade para estudar e encontrar um emprego bem remunerado.
Quase metade das mães com idades entre 10 e 19 anos se dedicam exclusivamente às tarefas domésticas e têm três vezes menos oportunidades (6,4% contra 18,6%) de conseguir um diploma universitário do que aquelas que adiaram a maternidade, ao mesmo tempo em que em média ganham 24% a menos, indica o estudo.
Segundo especialistas, a gravidez precoce na região se deve principalmente à ausência de educação sexual, desconhecimento, falta de acesso a métodos anticoncepcionais e barreiras legais e culturais.
Fonte: Correio do Povo

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