Grupo de bombeiros voluntários da região viaja para Portugal em busca de especialização

Profissionais criaram Associação Gaúcha de Resgate, Salvamento e Combate a Incêndio Voluntário (Asgresci); rifa está sendo vendida para compra de equipamentos.


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Fernanda França da Silva, Jair Antônio Kaiber e Rosane Senhem, são bombeiros civis e integrantes da Associação Gaúcha de Resgate, Salvamento e Combate a Incêndio Voluntário (Foto: Caroline Silva) 

Foi após a enchente de julho de 2020 que atingiu o Vale do Taquari, que um grupo de bombeiros civis da região percebeu que era necessário mais pessoas capacitadas para atuar em situações como essa. Além disso, o que impulsionou os 10 profissionais a criarem a Associação Gaúcha de Resgate, Salvamento e Combate a Incêndio Voluntário (Asgresci), foi depois de um debate no programa Contraponto da Rádio Independente, em que convidados falaram sobre a necessidade do Vale contar com um grupo treinado para agir em catástrofes.

Uma das integrantes, Rosane Senhem explica. “Um integrante da nossa equipe ouviu a entrevista e tivemos a ideia para a gente auxiliar a comunidade. Todos os protocolos serão seguidos, estamos fazendo os trâmites finais para o registro da associação, estamos vindo para ajudar”, conta.

O grupo embarca para Portugal no dia 1 de junho e deve realizar um curso de capacitação durante 14 dias para poder repassar treinamentos para os associados da Asgresci. A também integrante, Fernanda França da Silva, diz que serão realizados cursos de combate a incêndio, cheias urbanas e resgate em locais colapsados. “A gente terá o apoio de um quartel de lá, nesses 14 dias iremos agregar bastante conhecimento para trazer depois para a equipe da associação. Nosso objetivo é treinar o maior número possível de pessoas, porque quanto mais pessoas estiverem aptas, menos dificuldades irão ocorrer com enchentes ou sinistros”, destaca.

O bombeiro Jair Antônio Kaiber explica que antes do grupo viajar para Portugal será ministrado um curso a interessados pelos próprios integrantes, a fim de arrecadar valores para a compra de equipamentos. “Faremos dois cursos, um antes e um após nossa viagem. O curso inicial é curto, de 20h e operacional. Todos os integrantes são pessoas ativas, fazem parte de treinamentos, preparados para ensinar”, comenta.

Ele explica que qualquer pessoa pode associar-se e realizar os treinamentos. “A pessoa se associa, mas não iremos colocá-la em situações de risco, iremos fazer avaliações dentro dos treinamentos para fazermos um filtro de pessoas que pode atuar em situações de emergência”, esclarece.

Rifa

O grupo criou uma rifa para ajudar na compra dos equipamentos. O valor é de R$ 3 e os prêmios variam de R$ 500, R$ 700 e R$ 800. O sorteio será realizado no dia 3 de abril, pela loteria federal. Fernanda explica que os custos da viagem serão por conta dos integrantes, e a rifa será exclusivamente para a compra dos equipamentos. “As despesas de estadia, passagem e curso foi desembolsada por nós mesmos, mas para a associação funcionar precisamos de equipamentos, então criamos essa rifa. O valor adquirido e o valor dos treinamentos serão usados para compra dos equipamentos que iremos trazer de Portugal por ser mais em conta”, diz.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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