Grupo de jovens vai às ruas em pedido de justiça pelas mulheres

Caminhada que ocorreu em Lajeado e Teutônia teve como objetivo apoiar a blogueira Mariana Ferrer e pedir respeito para todas.


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Um grupo de jovens de Lajeado formado por Ana Carolina Rodrigues, Laura Theves Dalmoro, Roberta Bressan e Natália Ricther promoveu uma caminhada neste domingo (8), em Lajeado, como forma de pedir justiça por todas as mulheres.

A ação foi pensada após a divulgação do julgamento do caso da blogueira Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo de Aranha de a ter estuprado dentro de uma casa noturna, em Santa Catarina.

Conforme uma das organizadoras e estudante de Jornalismo, Natália Richter, cerca de 30 pessoas participaram da caminhada, entre homens e mulheres. “ O mais importante foi ver que muitas pessoas apoiaram nossa causa. As pessoas paravam pra ver, filmavam, vimos que as pessoas estavam ouvindo e prestando atenção. Não tivemos represálias”, conta.

Ela reforça que a manifestação não foi apenas como forma de apoio a Mariana, mas também um pedido de justiça por todas as mulheres que sofrem ou sofreram algum tipo de violência. “A nossa intenção foi mostrar que era um manifesto por todas, e não só pela Mari. A justiça precisa ser feita, e o nosso foco era mostrar que isso é um papel de todos. Nós não estamos sozinhas. A sociedade precisa estar junto para mudar”, destaca Natália.

Manifestação em Teutônia

A mesma manifestação ocorreu em Teutônia, organizada pelo coletivo feminista do município. A caminhada silenciosa percorreu as calçadas da cidade e foi até a prefeitura. A passeata reuniu cerca de 60 pessoas, entre homens, mulheres e inclusive crianças.

Uma das líderes do coletivo e promotora da ação, Larissa Santos, diz que a opção por se calar durante a manifestação foi para mostrar o quanto a justiça ficou em silêncio no caso da blogueira. “Foi uma forma de mostrar para essa mulheres que mesmo a justiça não estando ao lado delas a gente estaria. Mostrar nossa indignação para caso da Mariana e a outras mulheres que não temos conhecimento”, ressalta.

A jovem conta que ficou surpresa com o grande número de pessoas que participaram do manifesto. “Ficamos felizes com a presença de todos, inclusive de tantos homens e crianças. Assim podemos mostrar pra elas que desde pequenas corpo é delas e que ninguém deve tocá-las sem permissão. E para os meninos a não compactuar com o machismo”, explica Larissa.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 


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