“Há um número significativo de pessoas que estão com sequelas graves e precisam de um conjunto de políticas públicas”, afirma Pepe Vargas (PT)

Deputado federal lidera a Frente Parlamentar que realizou audiência pública nesta quinta em Lajeado para discutir políticas públicas para pessoas que foram acometidas pela covid-19


0
Foto: Caroline Silva

A Frente Parlamentar, liderada pelo deputado federal Pepe Vargas (PT), promoveu uma audiência pública na tarde desta quinta-feira (23) na Câmara de Vereadores de Lajeado para debater políticas públicas para pessoas que foram acometidas pela covid-19. Antes de Lajeado, a Região Metropolitana e Santa Maria receberam a audiência.

O encontro contou com relatos de pessoas que tiveram sequelas após a covid-19 e recebeu participação da comunidade de forma presencial e on-line. O deputado Pepe Vargas explicou que a frente parlamentar foi criada porque há muitas pessoas com sequelas após a doença e que necessitam de cuidado. “A gente está acostumado a ver os números de confirmados, mortes e recuperados, isso passa a impressão que toda pessoa que não veio a óbito se recuperou, mas infelizmente não é assim, há um número significativo de pessoas que estão com sequelas graves e precisam de um conjunto de políticas públicas, e é fundamental que o Poder Público organize essa rede de cuidado”, alerta.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que metade das pessoas diagnosticadas com a doença apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano, o que é chamado de covid longa. Conforme o petista, outro objetivo da frente parlamentar é dar destaque para este tema. “Queremos dar visibilidade a essa discussão e a necessidade do poder público promover políticas públicas para apoiar estudos e pesquisas acerca desse tema”, ressalta.

A Frente Parlamentar foi constituída a partir da aproximação com o Comitê Estadual em Defesa das Vítimas da covid-19, que reúne entidades como o Conselho Estadual de Saúde e a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da covid-19

Estudo alerta

Um estudo divulgado em maio deste ano, na revista científica Lancet mostrou que, dois anos depois de uma internação por covid, mais da metade dos pacientes continua com pelo menos um sintoma da doença.

Participaram da pesquisa 1.192 pessoas na cidade chinesa de Wuhan, onde o coronavírus surgiu. Entre os sintomas persistentes relatados estão fadiga, falta de ar e dificuldade para dormir.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui