Homem é preso após viver 3 meses escondido em aeroporto

Ele alegou que permaneceu no local após desembarcar porque estava "com medo de voltar para casa" por causa da pandemia.


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Foto: Divulgação

Sem ser detectado, um homem conseguiu viver três meses em uma área restrita do aeroporto internacional de Chicago supostamente por medo da pandemia de coronavírus. O caso veio à tona no sábado (16/01), quando o californiano Aditya Singh, de 36 anos, enfim foi descoberto por funcionários do local.

Segundo informações do jornal Chicago Tribune, Singh desembarcou no aeroporto O’Hare em 19 de outubro num voo vindo de Los Angeles e, desde então, permanecia na zona de segurança do complexo sem ser notado. No sábado, ele foi abordado por dois funcionários da United Airlines, que pediram então que ele se identificasse, ao que ele apresentou um crachá que tinha pendurado ao redor do pescoço.

A identificação pertencia, na verdade, a um outro empregado da área restrita, e havia sido reportada como perdida no dia 26 de outubro. De acordo com a promotora Kathleen Hagerty, Singh encontrou o crachá e resolveu permanecer no aeroporto por “medo de voltar para casa devido à covid”. Durante o tempo em que permaneceu no local, ele sobreviveu graças à comida que os passageiros lhe davam.

Ameaça à segurança
O caso chamou a atenção da juíza Susana Ortiz, que se mostrou incrédula na audiência realizada neste domingo.

“Então se eu entendi corretamente”, disse Ortiz, “você está me dizendo que um indivíduo não autorizado, não pertencente ao quadro de funcionários, estava supostamente morando em uma área restrita do terminal do aeroporto O’Hare entre 19 de outubro de 2020 e 16 de janeiro, 2021, e não foi detectado? Eu preciso entender direito.”

A juíza se mostrou surpresa pelo fato de o homem ter passado três meses sem ser detectado, apontando para a gravidade do acontecido, já que põe em risco a segurança do aeroporto.

Fiança de mil dólares
Singh vive numa república no subúrbio de Orange, em Los Angeles, e não tem antecedentes criminais. Segundo a assistente da Defensoria Pública Courtney Smallwood, ele tem um mestrado em hospitalidade e está desempregado.

Singh foi acusado de invasão criminosa e delito de roubo. Ele poderá ser libertado após pagamento de uma fiança de mil dólares, mas apenas com a condição de não pôr mais os pés no aeroporto de Chicago. O californiano deverá comparecer em nova audiência na semana que vem.

Em comunicado, o Departamento de Aviação de Chicago (CDA) disse que sua maior preocupação é com a segurança e a proteção de seus aeroportos. “Enquanto este incidente permanece sob investigação, pudemos determinar que este senhor não representou um risco de segurança para o aeroporto ou para o público viajante. Continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros na aplicação da lei e numa investigação minuciosa deste assunto”.

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