Hortifrutigranjeiros mais caros

Os preços no mercado subiram em média 30%, mas há casos de 50% como no pepino, cenoura e couve


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Foto: Divulgação

A logística hoje aproxima as regiões produtoras de todo o Brasil. São Paulo tem sido o ponto de redistribuição de hortifrutigranjeiros através da CEAGESP. E cada estado via Centrais de Abastecimento se encarrega de comercializar para os municípios. Nós temos a CEASA-RS que comercializa cerca de 70% da produção de produtores gaúchos. O restante vem de fora pelo menos em situação normal. E este sistema de comercialização evita o desabastecimento nos estados. As condições climáticas do RS pela falta de chuvas e a temperatura ao redor de 40°C, se agrava no sol indo próximo de 50°C, vem causando prejuízos com quebra severa na produção.

Os produtores gaúchos não estão conseguindo plantar, estão perdendo produção e qualidade e também pela evapotranspiração (evaporação) da água armazenada. Mesmo usando irrigação, sombrite e ou estufas. O transporte nestas condições provoca mais danos aos produtos mesmo viajando de madrugada. O manuseio no mercado, armazenagem e disposição nas prateleiras também ocorre perdas.

Outras regiões produtoras como São Paulo, Rio Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo estão com excesso de chuvas e também com problemas de produção. Tudo resulta produtos mais caro no mercado pela menor oferta e custo de produção mais alto.

A região da Serra (Caxias do Sul) produtora de frutas e hortaliças tem tido problema de produção. Uva, ameixa, kiwi e hortaliças perderam peso e qualidade. Alguma exceção para chuvas localizadas e irrigação. Quem for ao mercado já sente na hora de pagar que está mais caro. Na CEASA RS cerca de 90% dos produtos tiveram elevação de preços. E se observa a qualidade não é a normal. O tomate mostra as manchas de queimado, alface parece com folhas mais grossas, banana verde amadurece logo e fica manchada etc. O calor alto acelera a maturação. O próprio consumidor ao apertar os produtos (mamão, abacate, banana, ameixa…) para ver como está causa danos. As perdas de mercado são enormes e no fim todos pagam.

A CEASA-RS no ano passado recebeu produção de 232 municípios do estado e de 21 estados também veio produção para cá. Em 2020 o total comercializado passou de 634mil toneladas. São 700 cargas diariamente. Valor de 1,7 bilhões de reais.

Cálculos realizados mostram que de cada “um real” que o produtor recebe ou deixa de receber, outros R$3,20 circulam no comércio ficando ou não, um pouco nos vários setores da cadeia. Imaginem o prejuízo do estado com impostos e do comércio que estamos tendo.
Os preços no mercado subiram em média 30%, mas há casos de 50% como no pepino, cenoura e couve.

A melancia cultivada no RS, que está entrando agora no mercado, tem peso menor e a doçura maior este ano. Pesquisa feita na CEASA mostra que o Brix (açúcar) está entre 10 e 12 graus, quando o normal é 9. E vendem perto de 41 mil toneladas a preço médio de R$1,50 o kg.

Produtos de nossa região levados para lá como aipim preço R$1,50 kg e milho verde bandeja com (3un) R$3,00 valores mais frequentes estão com dificuldades de abastecer as necessidades. A seca tem prejudicado a qualidade. Principalmente do milho por falta de grãos e não poder plantar para fazer as várias colheitas.

Algumas hortaliças têm condições de virem abastecer o mercado com a melhora do clima mais rapidamente. Mas, a grande maioria que são de safra, principalmente frutas, só na próxima.

Nos resta comprar e aproveitar no máximo os hortifrutigranjeiros não desperdiçando e armazenando adequadamente. Exemplificando: a banana madura pode ser congelada em forma de polpa para doces, batidas e sorvetes. Nada de colocar fora. E isso vale para muitos produtos. E lembro vamos comprar nas feiras do produtor nos diversos municípios da região. Ajudamos os produtores e fazemos circular dinheiro por aqui.

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