Hortifrutigranjeiros, melhor aproveitamento

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez


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Vamos chamar assim as verduras, frutas, legumes para não complicar. Sejam produzidas em propriedades rurais, chácaras ou em áreas urbanas. Ou ainda de forma individual ou coletiva, associativa.

A FAO declarou o ano de 2021 como “INTERNACIONAL DAS FRUTAS E VERDURAS” e lembrando que uma boa dieta recomenda que tenha cinco delas. Como perecíveis sempre é mais complicado conseguir.

Temos acompanhado nos meios de comunicação a boa atitude de doar aquela produção que não vai ser consumida por produção em excesso ou fora de padrão comercial. Mas, que fique bem claro que tenham todas as condições de serem consumidas.

A pandemia veio agravar mais esta situação. As feiras foram interrompidas ou funcionam parcialmente. Para saber entre em contato com a EMATER e ou Secretaria da Agricultura de seu município e ver os horários. Lajeado funciona terças, sextas a tarde e sábados de manhã junto ao Parque dos Dick (Feira do Produtor). A da rua Piauí na quarta de manhã. E a dos Produtores Orgânicos na praça João Zart Sobrinho segundas a tarde. Também o “fique em casa” afastou parte dos consumidores. Conversando com o responsável do setor de feiras da EMATER ele colocou outra situação que vem colaborando com sobras. Os restaurantes e aqueles que preparam alimentos para comercializar diminuíram consideravelmente a compra de produtores que forneciam os hortigranjeiros. Tudo isto faz que sobrem cerca de 30% do que vinha sendo produzido.

Por outro lado, entidades que prestam atendimento social de uma forma geral que dependiam de colaboradores que faziam repasse financeiro tiveram redução que em alguns casos chega a 80%. Conheço mais o que acontece com a Liga Feminina de Combate ao Câncer. Hoje estão com cerca de 200 associados contribuindo com R$10,00 por mês. Para atender todas as necessidades, que também aumentaram, precisaria 1000 colaboradores.
Entre os serviços prestados podemos relacionar doação de suplementos alimentares sempre acompanhados da prescrição médica. Empréstimo de cadeira de rodas, perucas, bengalas, muletas, andador etc. Aliás se alguém tem em casa guardado e não usa mais será bem-vinda a doação. A tradicional coleta de tampinhas, latinhas de alumínio, latas de aerossol atóxica (continham produtos não tóxico), lacres de latinhas continua. Em dezembro foram cerca de 500 kg e R$1240,00. Também há coleta do troco solidário na “Rede Super”. Outras entidades têm em diversas lojas e farmácias e também teve queda significativa a coleta de moedas. O panorama das dificuldades é semelhante de uma forma geral.

Ao mesmo tempo vemos movimentação de Clubes de serviço, igrejas, empresas, comércio e mercados recolhendo doações o que é muito bom. A rádio Independente fez um grande trabalho dia 28-4 mês de seu aniversário. Vejo produtores rurais e urbanos doando produtos, que belo gesto. Inclusive levando para famílias que passam por duros momentos. Quero incluir meus elogios aos feirantes que na terça feira doam a “Xepa” para a liga fazer doação de rancho nas quartas feiras na Casa Rosa das 9 às 11 horas, a cada 15 dias (amanhã dia 5 vai ter), para famílias cadastradas e de preferência oncológicos. Em caso de sobras outras pessoas vulneráveis poderão receber eventualmente. A tia Alice com seu projeto no bairro Sto. Antônio atendendo 80 crianças também recebe. A Casa Rosa fica na Rua Alberto Torres na lateral do Banco do Brasil. O atendimento tem sido com horário restrito devido a pandemia (Tel 99215-8645) normalmente abre segundas e quartas das 14:00 ás 16:00. Nestes dias também está à disposição a venda no bazar, livros diversos recebidos de doação e artesanatos elaborados por voluntárias. A feira da Caixa Econômica Federal não tem saído devido a pandemia. Há ainda pessoas fazendo doações de dinheiro para compra de mantimentos nas contas da liga – SICREDI e BANRISUL.

Quanto aos hortigranjeiros o Brasil joga fora 23,6 milhões de toneladas por ano. Ou 40 kg por pessoa ano vai para o lixo. Desperdício está relacionado ao descarte intencional de produtos alimentícios apropriados para o consumo humano. E também o mau aproveitamento do consumidor. Perdas se refere ineficiência da cadeia de produção, infraestrutura, logística deficiente e ou falta de tecnologia de produção.

Quem sabe com um pouco de doação e boa vontade vamos melhorar o aproveitamento destes desperdícios. As entidades, todas elas estão precisando, é só dar uma “forcinha” sempre é possível ajudar.

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