Hospitais do RS relatam impactos em tratamentos de câncer após órgão federal suspender produção de radiofármacos

A pasta afirma que o ingresso de recursos depende de aprovação no Congresso


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Foto: Reprodução / Pixabay

A suspensão da produção de remédios utilizados no diagnóstico e no tratamento de câncer alerta hospitais do Rio Grande do Sul, que já relatam reflexos no atendimento de pacientes. Na segunda-feira (20), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) paralisou a fabricação de radiofármacos e radioisótopos por tempo indeterminado em razão da falta de verba.

O órgão é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que, na quarta (22), liberou R$ 19 milhões para que o IPEN mantenha a operação. Contudo, a verba corresponde a 21% dos R$ 89,7 milhões necessários para que o instituto continue sua produção até o fim do ano. A pasta afirma que o ingresso de recursos depende de aprovação no Congresso. No Instituto do Cérebro (InsCer), mantido pela PUCRS, de 65 a 70 pacientes com câncer já são afetados pela falta de tecnécio, elemento químico utilizado para exames diagnósticos.

O médico Diego Pianta, que atua na unidade, afirma que a medicina nuclear depende do insumo. “Se a gente não tem o tecnécio, a gente para a medicina nuclear no Brasil. Tudo depende de tecnécio”, alerta.

Fonte: G1

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