Hospital ‘alivia’ radioterapia de crianças com câncer com máscaras lúdicas

Elas recebem máscaras com seus personagens favoritos.


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Máscara usada por Paloma - Foto: Hospital Baleia /divulgação

Um hospital brasileiro encontrou uma forma lúdica pra ‘aliviar’ as sessões de radioterapia de crianças com câncer. Elas recebem máscaras com seus personagens favoritos quando vão ao hospital Baleia, em Belo Horizonte, para fazer o tratamento.

São as tecnólogas em radioterapia, Luciana Gontijo e Marianna Melo, que confeccionam as máscaras. Elas contam que a ideia é tornar o momento mais lúdico para as crianças e diminuir o estresse, a ansiedade e o medo.

“É para tentar trazer um pouco mais de conforto, tranquilidade e alento para um momento tão difícil. E durante o tratamento percebemos que a máscara trouxe além de tudo isso, muita cooperação por parte da criança”, disse Luciana Regina Gontijo Severino, graduada em Radiologia pela UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais.

Minie

Paloma Oliveira Santos tem 6 anos e trata retinoblastoma – câncer no olho. Depois de quatro ciclos de quimioterapia no Hospital das Clínicas, ela iniciou o tratamento do tumor ocular – descoberto em março desde ano – no Hospital da Baleia, fazendo quimioterapia.

A menina está usando a máscara da Minnie, a preferida dela, de acordo com a mãe, Rafaela da Silva Oliveira. Agora, a Paloma sempre se fantasia de Minnie para fazer as sessões de radio, de segunda a sexta-feira. Serão 25 no total, durante este mês de aniversário dela. Paloma completa sete anos no próximo dia 23.

A ideia

Luciana contou que a ideia surgiu porque “durante o tratamento sempre falávamos para as crianças imaginarem que estavam colocando a máscara do seu super-herói preferido. Até que uma criança veio para uma consulta e o Dr. Marcos disse [pra uma delas] que a máscara era da mulher maravilha”.

A pequena paciente gostou, o resultado foi positivo e as máscaras começaram a ser feitas. As máscaras são termoplásticas e para a criação dos personagens são usados materiais como E.V.A, papel seda, tinta guache, cola.

Ela diz que a intenção é levar “humanização através das máscaras imobilizadoras nos tratamentos infantis”.

Além da Minnie, as funcionárias já criaram máscaras com outros personagens – como mulher maravilha, unicórnio e outros – que são escolhidas pelas próprias crianças.

Fonte: Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

 

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