Hospital de Boqueirão do Leão passa por melhorias para seguir em funcionamento

Entre as exigências estão adequações na lavanderia, construção de um elevador e aumento no quadro de funcionários da casa de saúde


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Hospital Dr. Anuar Elias Aesse de Boqueirão do Leão (Foto: Gestão do Hospital / Divulgação)

Com abrangência de atendimento em uma região com cerca de 30 mil pessoas, incluindo as divisas com Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, o Hospital Dr. Anuar Elias Aesse de Boqueirão do Leão, município que situa-se no Vale do Rio Pardo, mas que faz parte da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), está passando por algumas adequações para que possa continuar prestando serviços para comunidade. Entre os problemas estão as melhorias exigidas pela Vigilância Sanitária, como mudanças na lavanderia da casa de saúde, construção de um elevador e também o aumento no quadro de funcionários.


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O prefeito do município, Jocemar Barbon, disse que os problemas no local são demandas antigas. “Desde 2018 foi interrompido o bloco cirúrgico, em que não são mais feitas cirurgias no nosso hospital, de lá para cá, temos muita fiscalização”, relata. Se depender da atual gestão, o chefe do Poder Executivo reforça que a casa de saúde não fechará as portas. “A gente está atendendo aquilo que a vigilância está pedindo. Antes de entregar nosso governo, queremos deixar ajeitadas as coisas. Jamais vamos deixar fechar o hospital de Boqueirão do Leão.”

Prefeito de Boqueirão do Leão, Jocemar Barbon (Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação)

Os responsáveis trabalham na busca de recursos e mão de obra para sanar os principais apontamentos, que são para manutenção na estrutura, melhorias na lavanderia, construção de um elevador no local e contratação de profissionais. “Já temos uma emenda parlamentar para colocar o elevador. A lavanderia está meio acertado também. Sobre o pessoal, o administrador do hospital está trabalhando para contratar também e fazendo como a vigilância pede”, explica.

O prefeito afirma que não há possibilidade de fechamento da casa de saúde, pois segundo ele os impactos para cidade seriam horríveis. “Seria terrível porque o primeiro socorro é o hospital de Boqueirão. Não tem como irmos a Lajeado, Santa Cruz, Venâncio ou Soledade, isso é uma distância de 60/70km, isso é muito longe. Então precisamos alinhar com a vigilância e não podemos nunca deixar fechar o hospital, isso seria o fim, o fim mesmo”, pondera.

O Hospital Dr. Anuar Elias Aesse possui 40 leitos, 32 atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que se torna de extrema importância para realidade do município e de seu entorno, acrescenta o prefeito: “Nosso município é pobre, é carente, e a gente depende muito, quando acontece qualquer coisa, é o hospital que socorre”.

Alessandro Weber, gestor do hospital Dr. Anuar Elias Aesse (Foto: Arquivo pessoal / Divulgação)

O administrador da casa de saúde, Alessandro Weber, reforçou que o trabalho está sendo realizado para solucionar as demandas exigidas pela Vigilância Sanitária.

“Estamos no processo de adequações e o hospital realmente sofre com isso e pode sim, existe, como uma possibilidade legal, de ter os serviços interrompidos, mas acreditamos que isso não vá acontecer, pois agimos rapidamente para solucionar os serviços mais graves e isso foi notado pela vigilância.” A unidade de saúde atua dentro do prazo de recurso para apresentação das melhorias ao órgão responsável.

Problemas durante a pandemia

Nos períodos de maior gravidade da pandemia, o Hospital Dr. Anuar Elias Aesse passou por algumas dificuldades. Chegou a quase ficar sem oxigênio em fevereiro de 2021, e dias depois passou a se preocupar com a falta de suprimentos e equipe médica para atendimento de pacientes com covid-19, sendo que naquele momento haviam profissionais afastados por terem contraído a doença.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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