Na manhã de sábado (31) a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) reuniram-se pelo 20º ano consecutivo para celebrar os 503 anos da Reforma Luterana. Cada ano, uma das igrejas fica responsável por sediar o evento. Em 2020, ocorreu na IELB e contou com a participação do vice-presidente de Ação Social, reverendo Airton Scheunemann, que palestrou sobre o tema “Vivendo a herança da reforma, promovendo a transformação social”. A comemoração também foi transmitida ao vivo pela página do facebook da Igreja Evangélica Luterana.

O encontro presencial contou com todos os protocolos de segurança, obrigatoriedade do uso de máscara, limite de pessoas e distanciamento social. O Pastor da IECLB, Luis Henrique Sievers, conta que todas as igrejas estão trabalhando cuidadosamente como testemunho de solidariedade pela vida das pessoas para evitar contaminação e como um testemunho público de que a fé alcança os âmbitos mais longínquos do ser humano e o evangelho precisa atingir toda a vida da pessoa.

Segundo Sievers, nestes 503 anos puderam colher frutos em cada tempo e época e os princípios evangélicos luteranos, pelos quais Lutero lutou, permanecem firmes até hoje, produzindo frutos dentro desta história. “Celebramos os 503 anos não só para recordar, mas para nos fortalecermos desta fonte e continuar dando nosso testemunho em perspectiva do futuro”.

O tema da palestra teve grande contribuição pela época de pandemia que se vive. “É importante voltarmos nosso olhar para o lado social, para pessoas em vulnerabilidade. O próprio Lutero passou pela peste negra, perdeu dois irmãos e aconselhou que as pessoas se cuidassem e não fossem em lugares que não eram necessários, mas sempre disse que se precisasse ajudar ele iria”, diz o pastor.

Cuidado ao próximo

A Pastora Miriam Diefenthaeler relembra o quanto a família de Lutero também foi importante para dar suporte nos tempos difíceis. Catarina de Bora, esposa de Lutero deixa junto com ele um legado de cuidado, pois quando ele teve depressão, deu forças para seguir em frente. “Abria a janela e dizia que o mundo estava vivo e Deus não morreu, sempre cuidando dele. Tudo que ele fez foi porque tinha a família ao lado. Esta é a horizontalidade que podemos viver a partir da fé, para isso que Deus nos chama”.

Conforme a Pastora, assim como Lutero e Catarina foram pioneiros no trato da pandemia, os cristãos e cristãs são pioneiros no controle de doenças, ao sepultar os mortos. “Eles nos mostram que somente honrando nossa história, teremos um presente de qualidade e poderemos esperançar para o futuro”.

Testemunho

Para a registradora de imóveis, Juliana Follmer, é importante participar das celebrações da reforma para reforçar a fé e as 95 teses que Lutero pregou. “Muitos estiveram em casa, assistindo por meio das redes sociais. Fiquei feliz em vir na igreja irmã participar da celebração. É uma data religiosa muito importante para minha família e como o pastor comentou, é pela graça e fé que fomos salvos. Busquei agradecer pela vida de todos, por aqueles que cuidam do próximo, orando pelos que estão acamados e celebrando este momento abençoado para nós”, diz. AI/RC

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