Igreja Católica e templos evangélicos da região permanecem fechados para cultos, apesar de decreto de Bolsonaro

Líderes religiosos da região dizem que se orientam pelos decretos municipais e do estado.

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Foto: Ilustrativa

A Igreja Católica e os templos evangélicos do Vale do Taquari permanecerão fechadas para evitar aglomeração, como forma de conter a propagação do novo coronavírus. A decisão foi reafirmada em entrevistas de líderes religiosos no programa Faixa Extra, da Rádio Independente, nesta quinta-feira (26), mesmo após o presidente Jair Bolsonaro incluir as atividades religiosas em lista de serviços essenciais em meio ao Covid-19.

Comunidade Evangélica

O vice-pastor sinodal e coordenador ministerial da Comunidade Evangélica de Lajeado, Luís Henrique Sievers, explica a posição. “Por enquanto, o afastamento social ainda é fundamental e essencial para conter a propagação e contaminação pelo Covid-19.”


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Conforme ele, a comunidade evangélica acompanha as decisões dos poderes estaduais e municipais. “Temos acompanhado as orientações do estado e também do município. Vamos nos orientar, por enquanto, por essas orientações de permanecer em casa. É uma forma responsável de nós correspondermos ao nosso compromisso público, e também a defesa da vida. Ainda mais que são mais de 12 mil idosos no município de Lajeado. Achamos que é importante a preservação da vida desses idosos”, ressalta o vice-pastor sinodal.

“De fato, a fé é essencial para as pessoas receberem consolo e se fortalecerem para o combate que elas têm diariamente contra o coronavírus. Agora, como a gente pode alimentar a fé das pessoas têm divergência no momento”, percebe Sievers.

Igreja Católica

O coordenador da Comarca de Lajeado da Igreja Católica, padre Enio Griebeler, diz que o coronavírus “está de fato ceifando muitas vidas”. Assim como o pastor evangélico, Griebeler diz que “nós procuramos sempre agir em sintonia com os decretos que são emitidos pelos municípios e pelo estado também”.


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“A nossa grande preocupação é em favor da vida. E, claro, a gente tem que discernir bem o que podemos e não podemos fazer para que possa prevalecer a vida.” “Queremos nos preparar, cuidar e, de fato, nos organizar para impedir a proliferação desse vírus.”

No dia 1º de abril, os padres católicos da região se reúnem para decidir se, a partir de 3 de abril, mantém as igrejas fechadas ou abrem para os cerimoniais católicos.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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