II Congresso Internacional de Educação inicia com palestra da monja Coen, em Teutônia

Programação segue nesta quinta-feira (17) e conta com mais de 600 inscritos


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Foto: Leandro Augusto Hamester

A monja Coen Roshi abriu a primeira noite de atividades do II Congresso Internacional de Educação, nesta quarta-feira (16). O evento é uma realização do Colégio Teutônia, com a correalização da Secretaria de Educação de Teutônia, e aborda o tema “Cuidando de quem cuida: humanização e aprendizagem”. A programação segue nesta quinta-feira (17) e conta com mais de 600 inscritos. Realizado de maneira híbrida, os encontros presenciais ocorrem no Auditório Central do CT, além de transmissão online.

Na abertura da programação, o prefeito de Teutônia, Celso Aloísio Forneck, falou da alegria em poder rever os professores e desejou a todos um excelente ano letivo. “A pandemia nos ensina muitas coisas, especialmente a viver com cuidado. Os professores são verdadeiros heróis nesta batalha, tiveram que se adaptar rapidamente a um novo processo, ao mesmo tempo em que as famílias tiveram que alterar suas rotinas. Tudo isso valoriza o trabalho dos professores, que para muitas crianças e adolescentes são referência de vida”, disse, valorizando a temática do Congresso.

O diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, de maneira objetiva, também saudou os presentes, lembrou os 70 anos do CT comemorados em 2022 e desejou um excelente Congresso. “Que todos saiam daqui felizes, inspirados e emocionados pela nossa nobre missão de educar.” A coordenadora pedagógica geral do CT, Andrea Wallauer, acrescentou que “educação de verdade não se faz sem amor, não existe professor por acaso, o professor só é professor se for por amor”.

Na sequência, irradiando simpatia, a monja Coen trouxe palavras de carinho, ao mesmo tempo em que alertou para a necessidade dos professores e das pessoas de um modo em geral saberem cuidar de si. Na palestra “Espiritualidade e o cuidado de si”, chamou atenção para a necessidade de pausas no dia a dia. “Precisamos encontrar pequenos descansos, o que é tão importante quanto a palavra, o gesto e a atitude. Escolas e pessoas não são iguais, somos semelhantes, mas cada um de nós possui necessidades especificas. O ato de silenciar, pelo menos alguns minutos por dia, é necessário para um encontro de você com você, para ouvir o seu mais íntimo e saber a sua necessidade verdadeira de hoje. Cada instante da vida é único, não faça como se fosse tudo igual, não fique no piloto automático.”

Sobre o ofício de ser professor, foi enfática: “estamos aqui para servir, mas não para sermos insultados, humilhados por pessoas que não foram educadas nas suas famílias, que não sabem a honra que é ter um professor”.

Coen ainda incentivou a leitura e avaliou as consequências da pandemia. “São dois anos de atraso para o mundo, tivemos que dar saltos para pegar esse ‘bonde andando’. Nada volta a ser como antes, jamais, mas pode ser melhor do que era lá atrás, essa é a diferença. Aprendemos com cada situação, a vida é um processo incessante de transformação, o que fica é nossa postura no mundo. Os professores têm a dádiva de formar seres humanos a pensar, raciocinar, ter discernimento correto, escolhas adequadas”, concluiu, pedindo que todos “apreciem cada instante da existência”.

O II Congresso Internacional de Educação segue nesta quinta-feira (17). AI/AD

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