Implantação do Colégio Tiradentes e escolas cívico-militares deve ser concluída até 2021 em Lajeado

Negociações para a instalação da escola da BM está mais próxima de ser firmada, informa o secretário de Segurança Pública em exercício, Vinícius Renner.


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Foto: Éverto Ubal/PM5

A implantação do Colégio Tiradentes e escolas cívico-militares deve ser concluída até 2021 em Lajeado. A informação foi repassada pelo secretário de Segurança Pública em exercício, Vinícius Renner. As tratativas estariam mais avançadas para a instalação da escola da Brigada Militar (BM). “O colégio Tiradentes está mais palpável, passamos por todos os passos necessários e foi bastante positivo”, explica. Faltaria, apenas, a assinatura do contrato.


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O Colégio Tiradentes é uma escola estadual e tem vinculação direta com o tamanho do efetivo da Brigada Militar, porque é gerido por militares da ativa. A rede de ensino foi criada na década de 1980, em Porto Alegre. Ligado ao Departamento de Ensino da Brigada Militar, tem como diretor um oficial superior da ativa na corporação. Atualmente, além da capital gaúcha, há escolas em Passo Fundo, Santa Maria, Santo Ângelo, Ijuí, São Gabriel e Pelotas. A rede é composta por colégios públicos estaduais que oferecem Ensino Médio.

Vinícius Renner, secretário de Segurança Pública em exercício (Foto: Rodrigo Gallas)

Já para a implantação das escolas-cívico militares, conforme Renner, ainda necessitam ser feitos ajustes a nível municipal e estadual. Com a possibilidade se concretizando, o projeto será desenvolvido, primeiramente, em uma escola de Lajeado. Após, deve ser expandido pela rede municipal de educação.

Uma escola cívico-militar tem como característica o emprego de militares da reserva na monitoria disciplinar. A questão pedagógica e curricular é exclusiva do professor.

Polícia Comunitária sem repasse do Estado

O convênio entre governo do Estado e prefeitura de Lajeado para o programa de Policiamento Comunitário não está sendo cumprido. O repasse parou de ser feito, porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou irregularidades na forma de pagamento aos policias. Segundo o titular interino da pasta de Segurança Pública o problema estaria no pagamento dos valores pelo município. Quem deveria realizá-lo seria o Estado de forma direta aos agentes. No entanto, mesmo sem verbas a BM e a Polícia Civil de Lajeado continuam a realizar o trabalho de policiamento “no amor”.

“Os profissionais não pararam. Eles não desistiram do programa porque ele é extremamente importante para as comunidades e crianças”, ressalta. No entanto, Renner acredita que os profissionais devem receber os valores de forma retroativa futuramente. “O problema não está no município”, garante. Segundo ele, não existe uma posição oficial sobre o assunto.

O valor pago para cada policial é de cerca de R$ 800,00 — são 15 agentes em atuação no programa. Os profissionais atuantes são os próprios policiais que atuam em horários fora de seu turno tradicional de trabalho em suas respectivas instituições. A Polícia Comunitária foi implantada em Lajeado em fevereiro de 2014, com o intuito de promover a prevenção de crimes nos Bairros da cidade. RG

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