Imune


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Quase todo ser humano acredita ser imune. É o falso muro da inóspita segurança.

A hipócrita imunidade impede o ”homem de bem” de perceber que a desgraça alheia de hoje, pode ser sua cruel e real tragédia futura.

É escroto acreditar que sua suposta imunidade o afasta do câncer. A morte é certeira, amigo, seja você o ”José”, ou não.

É nojento botar fé na falsa crença de imunidade. Ninguém está seguro em sua casa murada. É ignorância crer que seu teto nunca será de vidro, e que você agora é especialista em atirar pedras.

Aliás, voltando a imunidade do início da prosa, se despeça dela. A imunidade não é amiga do ”José” e não será sua também. A lisa imunidade não aceita cartão de crédito, nem acumula milhas.

Acho que chegou a hora ”José”, acho que chegou também a sua hora, amigo, de se despir. Se despir da vaga sensação do ”comigo não”. A dor e a alegria, a saúde e a doença, a ascensão e a queda, a vida e a morte, são para todo mundo.

Seja você o “José” ou não.

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