Imunização já!

A ideia de todos é avançar pela “estrada da ciência” e afastar-se da “estrada da política-partidária”.


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Carlos Augusto Fiorioli, promotor de Justiça, membro do Ministério Público em Lajeado (Foto: Arquivo / Rádio Independente)

Seguramente, a notícia do final de semana é a confirmação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial das vacinas Coronavac (Butantan e Sinovac) e a AstraZeneca da Universidade de Oxford e Fiocruz contra a Covid19. Como nesse país tudo vira caso político ou de polícia, demandou cinco horas para os diretores afirmarem o que agências de outros países já haviam feito, notadamente Israel e o Reino Unido.


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Como aqui, política partidária e formalidades andam juntas, eis que alguém ou alguns precisam ser elevados à condição de salvadores do povo, necessário como condição assinaturas de termos de compromissos e, claro, publicação no Diário Oficial da União. Comprovações de imunogenicidade, ou seja, a capacidade das vacinas estimularem o sistema imunológico a produzir anticorpos são aguardados, no caso da coronavac.

O que se tem de concreto é q a eficácia do Coronavac, conforme estudos divulgados, é de 50,4% e a da Oxford é substancialmente maior, 70,42%. Mas o que é relevante é o comportamento social pós início da vacinação em massa, que se estima para meados do final do mês de março, com milhares de doses e que serão ministradas, necessariamente, em duas ocasiões. E nisso entra a manutenção do uso de máscaras, a higienização das mãos, o distanciamento social e a evitação de aglomerações. Aqui no RS, seguimos com o Estado pintado em maior na cor vermelha, que traduz alto índice de contaminação e severas restrições de mobilidade e na economia das regiões.

Com efeito, a ideia de todos é avançar pela “estrada da ciência” e afastar-se da “estrada da política-partidária”, não caindo em devaneios vindo de políticos ou gestores que têm preocupação com as futuras eleições à cargos públicos. A realidade é que a vacina, em poucos dias, estará sendo ofertada e caberá a nós a possibilidade de aceitar a imunização, ou não. Uma decisão que, ratifico, é pessoal e que vai impactar não só na vida privada de cada um, mas especialmente na responsabilidade social de não se transformar em agente contaminante. A imunização nos percentuais referidos demanda tempo, duas doses e que serão aplicadas com intervalo de aproximadamente 20 dias; portanto, a notícia é ótima e cabe aos governos agilizarem a oferta da vacinação em menor tempo possível.

Carlos Augusto Fiorioli, promotor de Justiça e membro do Ministério Público em Lajeado.

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