Indo contra decreto estadual, comércio deve abrir neste sábado em Lajeado

Entidades empresariais não apoiam movimento; cerca de 600 estabelecimentos prometem abrir suas portas neste sábado e no feriadão de páscoa


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Movimento de comerciantes deve envolver 600 estabelecimentos (Foto: Caroline Silva)

Mais uma vez, grupos de WhatsApp formados por comerciantes de Lajeado se unem e prometem abrir seus estabelecimentos neste sábado (27) e no final de semana de páscoa. Conforme prevê o novo decreto estadual, publicado neste domingo (21), que permite a volta da cogestão regional, o comércio essencial só pode trabalhar de forma presencial de segunda a sexta.

Já são três grupos de WhatsApp que organizam o movimento, que envolve cerca de 600 estabelecimentos, incluindo salões de beleza, barbearias, restaurantes, bazares, lojas de roupa e óticas. Nenhum representante do grupo quis se manifestar.

Entidades empresariais concordam, mas não apoiam

Para o presidente do Sindilojas-VT, Francisco Weimer, mais conhecido como Kiko, o movimento dos comerciantes é valido, mas enquanto entidade não é possível prestar apoio. “Como entidade não podemos nos manifestar incentivando o descumprimento de algum decreto ou lei. Nenhuma entidade pode apoiar, mas como comerciantes podemos apoiá-los e achamos válido”, comenta.

Ele avalia como preocupante a não abertura do comércio aos finais de semana, principalmente em dias que antecedem a páscoa. “Não tivemos páscoa no ano passado, vamos perder a sexta e sábado, enquanto mercados estarão abertos. Fazendo um feriadão de três dias, as pessoas vão se aglomerar em praias, em casas de parentes, e vai acontecer o mesmo que ocorreu no carnaval”, lamenta.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Aquiles Mallmann, observa de forma parecida a situação e fala que o movimento de comerciantes tem bastante força. “Nós sabemos do movimento, não discordamos, mas não podemos encabeçar perante entidade. É um movimento com bastante peso”, diz.

Caso o decreto estadual não seja revisto e o comércio não possa trabalhar de portas abertas, a CDL e o Sindilojas estudam uma alternativa. Aquiles explica que a ideia seria ampliar o horário de funcionamento. “Nós temos a possibilidade de, na semana da páscoa, trabalhar até as 20h e não precisamos de acordo com o sindicato”, comenta.

Nesta semana, o Sindilojas, CDL, Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC) e Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) enviaram uma solicitação ao Fecomércio-RS e Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV) para tentar junto ao governo do Estado autorização para abrir nos próximos dois sábados.

Fecomércio-RS pede ao Estado que se possa trabalhar aos finais de semana

A Fecomércio-RS enviou pedido para que o governador Eduardo Leite reconsidere a decisão de decretar o fechamento do comércio nos fins de semana. A Federação lembra que uma das medidas importantes para conter a disseminação da Covid-19 é o distanciamento social. Levando em conta a experiência adquirida ao longo de um ano de pandemia, foi observado que a restrição de horários de funcionamento dos estabelecimentos, apesar de bem-intencionada, não leva às consequências esperadas no controle da pandemia.

No documento, a Fecomércio-RS argumenta que com horários mais restritos os consumidores têm uma limitação de tempo para frequentar o comércio e realizar as compras, o que geraria uma concentração maior de pessoas nos dias em que as lojas estão funcionando. Desta forma, oferecer uma amplitude maior de horário de funcionamento permitiria um maior distanciamento entre os clientes.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

2 Comentários

  1. Todos os lojistas são adultos, se comportanto como crianças ou adolescentes, querendo ir contra uma, regra, uma ordem, uma lei. Muitos de vocês devem ter filhos, que moral vocês terão dizendo eles que devem respeitar as leis, como não roubar, se o exemplo que vocês estão dando é o contrario. E sobre tudo espondo a saúde de vocês de seus filhos, de suas familias, e de todos em geral. Dinheiro se recupera com o tempo, respeito de seus filhos pode demorar a recuperar, e a saúde talvez nunca se recupere.

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