Inflação incrementa receita, mas como despesas aumentam, não há folga orçamentária, explica secretário da Fazenda de Lajeado

Guilherme Cé analisa a peça orçamentária de Lajeado para 2022, estimada em R$ 424,6 milhões


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Foto: Ilustrativa / Pixabay

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para Lajeado em 2022 foi aprovada pela Câmara de Vereadores no valor de R$ 424,6 milhões. Representa uma alta de 15,6% em relação à LDO aprovada para o exercício de 2021. O secretário da Fazenda, Guilherme Cé, disse em entrevista ao programa Redação no Ar desta quarta-feira (6) que é um crescimento considerável, ao lembrar do salto de R$ 366 milhões para R$ 424 milhões.

“Isso tem algumas explicações: primeiro, que o orçamento previsto para este ano (2021), felizmente, vem superando as expectativas. Hoje, a gente já trabalha com um orçamento atualizado de R$ 411 milhões, superando bastante a expectativa inicial”, analisa.

Porém, Cé ressalta que em paralelo a esse resultado positivo, há a pressão inflacionária sobre a economia brasileira, impulsionada pela pandemia de covid-19. O economista lembra que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses deve chegar à casa dos 10%, o que não ocorria desde 2015. “Isso acaba inflacionando, de fato, os números. Quando a gente fala de um crescimento de 15% e vai tirar a inflação, a gente está falando de uma oscilação real de 5%. É importante a gente levar isso em consideração quando vai analisar o orçamento de um ano para o outro”, explica.

“A inflação afeta a vida das pessoas, tira o poder de compra da população. Mas, em contrapartida, acaba gerando um incremento de receita para os governos, mas que, na prática, como as despesas acabam aumentando com a inflação, isso não gera uma folga orçamentária de fato”, detalha.

Apesar das incertezas, o secretário da Fazenda explica que a reação da economia brasileira em 2021 foi melhor do que o esperado. Porém, ele alerta que, com a inflação em alta e projeção de crescimento menor, o 2022 será mais difícil.

Em Lajeado, Guilherme Cé detalha que o município segue os padrões estabelecidos nos últimos anos: 70% do orçamento é destinado para as áreas de educação, saúde e obras de infraestrutura. Somente para a saúde são R$ 126 milhões, e educação, R$ 120 milhões. Juntas, concentram mais de 60% do orçamento.

O secretário valoriza que a administração municipal busca sempre superavits anuais para que consiga ter condições de planejar e executar investimentos.

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