Inglesa de 26 anos adota 14 crianças na Tanzânia após trabalho voluntário

As más condições de vida das crianças, chocaram a jovem inglesa que além de adotar, fundou a "Street Children Iringa", sua própria organização de acolhimento infantil.


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Além de adotar seus 14 filhos, a mulher também fundou a sua ONG de acolhimento infantil na Tanzânia (Imagem: Reprodução/Street Children Iringa)

Durante férias da faculdade, aos 18 anos, Letty McMaster decidiu fazer um trabalho voluntário para auxiliar no cuidado de órfãos na Tanzânia durante um mês. As más condições de vida das crianças, no entanto, chocaram a jovem inglesa que hoje, aos 26 anos, adotou 14 crianças e fundou a “Street Children Iringa”, sua própria organização de acolhimento infantil.

Letty passaria um mês, em 2013, auxiliando no cuidado de crianças órfãs na Tanzânia. Mas, assim que chegou, ela percebeu que as crianças do orfanato sofriam abusos físicos e mentais. Alimentadas apenas uma vez por dia, algumas delas também eram vítimas de abuso sexual.

“Muitos orfanatos são assim. É tudo apenas um truque para ganhar dinheiro e explorar as crianças”, contou a mulher ao site inglês Daily Mail. A motivação de Letty em melhorar a vida dessas crianças fez com que a viagem de 1 mês se tornasse uma dedicação de 3 anos na instituição.

Quando o orfanato que ela trabalhava anunciou que fecharia as portas por falta de fundos, Letty não aceitou o fato de as crianças voltarem para as ruas e adotou as 9 crianças e adolescentes que viviam no lugar. Hoje, aos 26 anos, Letty já adotou mais 5 crianças e vive com 14 filhos em uma casa em Iringa, na Tanzânia. “Eu queria criar um lugar onde as crianças estivessem seguras e amadas”, disse a mulher.

Alguns dos filhos adotados por Letty foram encontrados nas ruas, viviam em lixões e atuavam com gangues para se sustentarem após perderem os pais. A jovem britânica também tem uma segunda casa da sua ONG, aberta três dias por semana, na qual acolhe outras crianças, dando-lhes abrigo e comida.

Letty passa 9 meses do ano com as crianças e adolescentes em Iringa. No resto do ano, ela retorna ao Reino Unido em busca de doações para a “Street Children Iringa” para que ela possa arcar com o material escolar e as despesas médicas dos seus filhos e das outras crianças aos cuidados dela.

Fonte: UOL

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