Início da vacinação é visto como luz no fim do túnel para profissionais da saúde nos EUA, diz pesquisadora gaúcha

“A situação em geral nos EUA é bastante crítica”, observa a doutora em virologia Carine Holz, pesquisadora associada em universidade do Michigan.


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Foto: Divulgação

Doutora em virologia pela Universidade de Montpellier II, na França, e atualmente pesquisadora associada na Michigan State University, nos EUA, a gaúcha Carine Holz detalhou, em entrevista ao Troca de Ideias desta terça-feira (22), como os Estados Unidos têm enfrentado a pandemia e como a aprovação das vacinas da Pfizer e da Moderna alteram as perspectivas para o ano que vem no país.


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Carine nasceu em Guaíba e veio para Lajeado com a sua família quando ela tinha 5 anos de idade. A família ainda permanece em Lajeado, e ela, após formar-se em veterinária e realizar mestrado em virologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi estudar na França. Após concluir o doutorado na Europa, foi residir e trabalhar nos Estados Unidos há 9 anos.

Especialista na área de virologia, ela comenta que nos EUA — assim como no restante do mundo —, não existiu uma preparação para a pandemia. “Foi um choque, e a gente continua com muitos cuidados”, afirma. De acordo com ela, o estado do Michigan — na região dos Grandes Lagos, no nordeste do país — não está mais em lockdown, expressão que indica um fechamento total das atividades e maior restrição de circulação. “Aqui depende muito de onde você mora, cada estado tem as suas regulamentações”, explica. “A situação em geral nos EUA é bastante crítica”, observa, que indica que a abertura de seu por maior pressão política do que arrefecimento dos casos.

Para Carine, o início da vacinação com o imunizante da Pfizer e a aprovação da vacina da Moderna representa uma luz no fim do túnel para os profissionais da área da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento à Covid-19. Apesar disso, ela calcula que a volta à normalidade ainda deve demorar no país. Para a pesquisadora, o primeiro trimestre ainda será de estado de pandemia.

A gaúcha vê como positivo pesquisadores se unirem de uma maneira que jamais foi vista na troca de ideias, para que a ciência mundial pudesse avançar da maneira mais rápida e eficácia possível na busca por vacinas contra a doença que paralisou o mundo em 2020.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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