Inquilinos lutam para manter imóveis com disparada do valor dos aluguéis nos EUA

Batalha ocorre quando a alta dos aluguéis se soma à disparada da inflação no país


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Anh-Thu Nguyen em seu apartamento no Brooklyn (Foto: Eleonore Sens/AFP)

Antes do início de cada mês, Anh-Thu Nguyen e seus dois vizinhos de andar enviam seus cheques de aluguel para o proprietário, mas, alguns dias depois, recebem o envelope de volta pelo correio.

O estranho ritual começou logo depois que, em março de 2021, uma empresa imobiliária chamada Greenbrook Partners comprou o prédio do Brooklyn, bairro de Nova York onde Nguyen mora.

A empresa informou aos moradores que eles teriam de desocupar seus apartamentos até 30 de junho. Alguns vizinhos se mudaram, mas Nguyen e inquilinos de outros quatro imóveis estão processando a Greenbrook. A imobiliária tem mais de 150 propriedades no Brooklyn e no Queens, em Nova York, compradas principalmente durante a pandemia da covid-19.

“Esta é minha casa há mais de 13 anos. É uma comunidade maravilhosa, e quero ficar aqui (…) também é a coisa certa a fazer”, diz Nguyen, de 39 anos, advogada que trabalha para uma ONG.

Essa batalha ocorre quando a alta dos aluguéis se soma à disparada da inflação nos Estados Unidos, com experiências semelhantes se tornando mais frequentes na parte não regulamentada do mercado imobiliário de Nova York, com aumentos de 30%, ou mais.

“O mercado se recuperou, causando aumentos nos aluguéis e renovações de contratos que são realmente onerosos para os inquilinos”, afirma Charles McNally, diretor de assuntos externos do Furman Center, uma organização de pesquisa de políticas urbanas da Universidade de Nova York.

Fonte: G1

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