Inteligência e equipe técnica buscam avaliar extensão dos danos de ataque hacker ao sistema do TJ-RS

A partir das atividades de recuperação efetuada pela equipe técnica, vários sistemas foram liberados, entre eles o eproc, na tarde desta quinta-feira


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Foto: Ilustrativa

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) foi alvo de ataque cibernético nesta quarta-feira (28), quando vários sistemas de informática ficaram indisponíveis. O sistema do Judiciário gaúcho foi retomado na tarde desta quinta-feira (29), segundo informa a assessoria do TJ-RS. A partir das atividades de recuperação efetuada pela equipe técnica, vários sistemas foram liberados, entre eles o eproc. O site está no ar, onde serão publicadas informações oficiais em boletins de rotina.


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Todos os sistemas podem apresentar instabilidades devido às ações técnicas que estão sendo realizadas, sem possibilidade de aviso prévio. Ainda não há previsão de restabelecimento completo dos sistemas. Na noite desta quarta (28), o TJ publicou uma resolução suspendendo prazos processuais e administrativos em razão da instabilidade no sistema.

Diretora do Foro de Lajeado, Carmen Rosa Constante (Foto: Tiago Silva)

Desembargadores, juízes e demais funcionários foram orientados a não ligar computadores durante a invasão hacker. Funcionários podem ter tido o sigilo de dados pessoais corrompidos. Por isso, mesmo quem está em teletrabalho foi orientado a não acessar os sistemas, devido ao risco de comprometer materiais e outras máquinas. Ainda não é conhecida a extensão dos danos causados, e a motivação e a autoria estão sob investigação.

A juíza e diretora do Foro de Lajeado, Carmen Rosa Constante, explica que a equipe técnica do tribunal realizava testes na manhã desta quinta (29) para identificar a expansão do ataque, se houve perda de dados e se há a presença de vírus no sistema. Conforme ela, o TJ-RS tem uma ferramenta de backup de arquivos.

A juíza diz que ainda é incerta a situação. Carmen explica que o TJ-RS conta com a ajuda do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do serviço de inteligência para identificar as causas e apurar possíveis responsáveis pela invasão cibernética. “É muito importante, num momento que a sociedade está clamando por essa abertura. O nosso trabalho é essencial, eu sei que é. Todos precisamos, e está acontecendo isso. É lamentável”, comenta.

SAIBA MAIS:

– Oficio com orientações do Foro de Lajeado na instabilidade do sistema

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