Isolamento aproxima fiéis de “experiência profunda, pessoal e familiar com Jesus”, diz frei

No domingo (12), a sugestão é colocar um ramo nas portas, que serão abençoados na missa.


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Foto: Nícolas Horn

Este ano, em função da pandemia de coronavírus, a Semana Santa será diferente. A orientação da Igreja Católica é para os fiéis se reunirem e rezarem em suas casas, em uma celebração em família. No domingo (12), a sugestão é colocar um ramo nas portas, que serão abençoados na missa do Domingo de Ramos.


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A Igreja busca se adaptar ao período de pandemia, com o isolamento social para evitar a propagação do novo coronavírus. As cerimônias religiosas, vídeos e mensagens chegam aos fiéis pelos meios eletrônicos de comunicação. A missa pode ser acompanhada pela TV. Em Lajeado, não há previsão de volta das missas e cerimônias religiosas presenciais. Os líderes religiosos devem discutir o Poder Executivo após a Páscoa.

Para o frei Flávio Guerra, pároco da Paróquia São Cristóvão em Lajeado, o momento tem sido propício para que se tenha mais contato com a palavra de Deus. “Acredito que, pelo que eu estou vendo, sentindo, escutando e lendo dos nossos paroquianos é que, de fato, as pessoas estão se concentrando mais, refletindo mais, meditando mais sobre o verdadeiro sentido da Semana Santa. Muita gente tem aproveitado para rezar mais, para ler a Bíblia”, nota o frei católico.

Para ele, o tempo é importante para uma “experiência profunda, pessoal e familiar com Jesus, através da oração e meditação e do contato com os evangelhos”. “Nunca passei e imaginei que aconteceria o que estamos passando no momento. É algo muito atípico”, afirma o pároco da Paróquia São Cristóvão.

Benção de Ramos

Publicado por Paróquia São Cristóvão / Lajeado-RS em Domingo, 5 de abril de 2020

Campanha da Fraternidade

A Campanha da Fraternidade 2020 tem o tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Para o frei Flávio Guerra, ele exalta a necessidade do cuidado com a vida. “Faz pensar sobre o sentido profundo da vida, de que a comunhão com Deus não existe separada da comunhão com os irmãos, principalmente daqueles que sofrem, que passam necessidade”, percebe.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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