“Isolamos uma pessoa de grande poder econômico e influente sobre outros investigados”, diz delegado que investiga a morte de teutoniense

Polícia Civil prendeu preventivamente nesta sexta-feira (14) uma pessoa suspeita do envolvimento na morte do empresário teutoniense Raul Alberto Wolf


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Delegado da Polícia Civil de Marabá-PA, Tony Vargas (Foto: Chagas Filho)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Marabá, no Pará (PA), prendeu preventivamente nesta sexta-feira (14) uma pessoa suspeita do envolvimento na morte do empresário teutoniense Raul Alberto Wolf.

A Operação Gambit investiga as circunstâncias do homicídio ocorrido em 10 de novembro de 2019, em Marabá. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, sendo apreendidos diversos documentos, aparelhos celulares, notebooks, drives externos e pen-drives, que serão analisados e periciados.

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As ações aconteceram nas cidade de Tucumã (PA) e Ourilândia do Norte (PA), que ficam a cerca de 450 km de distância de Marabá. Os policiais estiveram na casa de um dos investigados e em outras residências, em uma empresa de contabilidade e nas dependências da Construtora e Britagem Milanos, em Tucumã, da qual a vítima tinha parte. Vinte e quatro policiais e dois Técnicos de Informática, em sete viaturas, participaram da Operação.

De acordo com o delegado Tony Vargas, que é natural do Rio Grande do Sul e atua há oito anos na Polícia Civil do Pará, atualmente na Delegacia de Homicídios de Marabá, a repercussão do homicídio de Wolf foi momentânea na comunidade local, pelo fato da vítima ser desconhecida em Marabá. “A vida de Raul estava em Teutônia, a motivação em Tucumã e o fato ocorreu em Marabá”, esclarece o delegado, salientando que as distâncias também são um dificultador para o trabalho de investigação.


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Ainda segundo Vargas, com a evolução da investigação alguns elementos materiais foram primordiais, entre eles, o aparelho celular encontrado com a vítima, que trouxe diversas evidências à tona. “Fomos evoluindo até o estágio atual. O caso ainda está sendo investigado”, frisa.

O delegado revela que além da reclusão de uma pessoa não se descarta a prisão de outras que estão sendo investigadas. Ele não contou mais detalhes em função da necessidade de sigilo. “São diversos elementos de motivação. Ainda não é possível precisar com firmeza a motivação da morte”, pontuou.

Quanto ao preso, o titular da Polícia Civil de Marabá observa que foi isolada uma pessoa que exerce um grande poder econômico, com influência sobre outras investigadas.

Ao ser questionado a respeito da possibilidade do envolvimento de pessoas do Rio Grande do Sul no crime, o delegado preferiu manter sigilo.

Wolf foi executado com tiros na nuca na garagem do hotel onde estava hospedado, no sudeste do Pará. Na época, ele tinha 48 anos, trabalhava como empresário no Rio Grande do Sul e estava em Marabá a negócios. Para o irmão da vítima, Carlos Edvino Wolf, o crime foi motivado por uma ganância financeira e é considerado uma queima de arquivo. Segundo ele, Raul havia descoberto desvios importante na empresa, que representam números na casa de sete a oito dígitos. MS

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