Israel se torna primeiro país do mundo a proibir comércio de peles de animais

Proibição entrará em vigor em seis meses. O uso de pele, ritualmente usado para a fabricação do "Schtreimel", um chapéu usado por alguns judeus ultra ortodoxos, permanece autorizado


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"O comércio de peles de animais, importação e exportação, será proibido, exceto para as necessidades de pesquisa, educação e certas tradições religiosas", declarou o Ministério israelense do Meio Ambiente (Foto: Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen via Reuters)

Israel proibiu nesta quarta-feira (9), por decreto ministerial, o comércio de peles de animais destinados à indústria da moda, tornando-se o primeiro país do mundo a aprovar uma legislação tão rígida, de acordo seu Ministério do Meio Ambiente. “O comércio de peles de animais, importação e exportação, será proibido, exceto para as necessidades de pesquisa, educação e certas tradições religiosas”, declarou o ministério em um comunicado, especificando que a proibição entrará em vigor em seis meses. O uso de pele, ritualmente usado para a fabricação do “Schtreimel”, um chapéu usado por alguns judeus ultra ortodoxos, permanece, portanto, autorizado.

“A indústria do comércio de peles causa um sofrimento inimaginável aos animais, e este decreto transformará o mercado de moda israelense, tornando-o melhor no cumprimento dos padrões ambientais”, declarou em comunicado Gila Gamliel, ministra do Meio Ambiente.

O ministério também publicou uma carta enviada por Jane Halevy-Moreno, diretora da Coalizão Internacional Anti-Pele (IAFC, na sigla em inglês), saudando este decreto descrito como “gesto histórico”. “Israel é o primeiro país do mundo a fechar as portas a esta indústria cruel”, escreveu Halevy-Moreno.

Fonte: G1

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