Já foi melhor, mas Correios ainda tem cunho social

Governo Federal anunciou esta semana que irá privatizar os Correios; confira análise do colunista


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O Governo Federal anunciou esta semana que irá privatizar os Correios. Projeto entrará em votação na Câmara dos Deputados nos próximos dias. A empresa já foi uma das melhores posicionadas no ranking das estatais e seus funcionários considerados os de maior credibilidade pela opinião pública. O sucateamento da estatal e o avanço da tecnologia nos últimos anos reduziu o tamanho da sua importância. Os governistas entendem que a estatal é deficitária, serve de cabide de empregos, presta serviço sem qualidade e que é monopólio. Quem é contra a privatização, alega que os correios têm autonomia orçamentária; não precisam de dinheiro do contribuinte nem do governo pra operar e que os Correios têm o papel social. De fato, é preciso avançar na discussão de quem fará o trabalho da empresa em pequenas cidades. Será que teremos a garantia de entrega por parte de quem a comprar. Grandes centros se defendem com grandes empresas de entrega. Mas e nos municípios pequenos, como será? Avançar na discussão agora é essencial.

CURTAS
** Ao assumir sua orientação sexual o governador Eduardo Leite ficou conhecido nacionalmente de um dia para o outro. Com isto, suas chances de ser o nome do PSDB para o Planalto em 2022 crescem muito, até porque a principal concorrência não embala.
** Na CPI Covid ou em qualquer situação de suposta corrupção do atual governo federal, não se fala em Hamilton Mourão, vice-presidente. Tem passado livre de qualquer acusação.
** Atual presidente Jair Bolsonaro, em todos os cenários de pesquisa, tem sólidos 28% de apoio do eleitorado. É um bom percentual para a largada. Dificilmente perde este eleitor.
** Aglomeração em bares não pode, mas aglomeração em protestos pode. Aí é aglomeração do bem, onde o vírus, parece não agir. Falta de coerência. Dos dois lados.

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