Joe Biden qualifica Vladimir Putin como um assassino

Presidente dos EUA foi perguntado em uma entrevista se pensa que Putin é um assassino e respondeu que sim. Americano também pediu para que imigrantes não tentem entrar nos EUA


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Foto de 2011 mostra o então vice-presidente dos EUA, Joe Biden, cumprimentando o então primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou (Foto: Alexander Natruskin/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que pensa que Vladimir Putin, da Rússia, é um assassino. Ele fez a declaração durante uma entrevista veiculada pela emissora ABC News nesta quarta-feira (17).

O entrevistador George Stephanopoulos perguntou: “Você conhece Vladimir Putin, você pensa que ele é um assassino?”.

“Eu penso”, respondeu Biden.

Os dois discutiam um relatório dos serviços de inteligência dos EUA que foi divulgado na terça-feira. Nesse texto, os americanos afirmam que Putin supervisionou as tentativas dos russos para manchar a reputação da candidatura de Biden nas eleições presidenciais de 2020 (o atual presidente dos EUA venceu Donald Trump, que concorria à reeleição).

Biden revelou que ele e Putin tiveram uma conversa telefônica em janeiro, e nesse diálogo, o americano avisou o russo que haveria uma resposta.

“Ele vai pagar um preço. Tivemos uma longa conversa. Eu o conheço relativamente bem. Quando a conversa começou, eu disse ‘você me conhece, e eu te conheço; se eu decidir que isso aconteceu, então se prepare'”.

O presidente dos EUA não especificou qual será a natureza da ação americana.

Ele disse que isso não implica cortar as relações com os russos, e deu como exemplo a tentativa dos dois países de prolongar um acordo sobre armas. Ao falar sobre essa possibilidade de seguir negociando com a Rússia, mas ao mesmo tempo retaliar os russos pela atuação em campanhas eleitorais nos EUA, Biden usou uma metáfora: “Dá para andar e mascar chiclete ao mesmo tempo”.

Aos imigrantes: não venham

Biden também pediu aos imigrantes que não tentem entrar no país: “Eu posso dizer claramente: não venham. Não deixem suas cidades ou comunidades”.

A declaração ocorre no momento em que crescem as críticas ao governo pelo aumento na chegada de pessoas na fronteira com o México, incluindo milhares de menores de idade que viajam desacompanhados.

Em fevereiro, cerca de 100 mil pessoas foram detidas na fronteira sul (incluindo 9.457 menores de idade não acompanhados), uma alta de 28% em relação a janeiro.
Na segunda-feira (15), oito imigrantes morreram em um acidente no sudoeste do Texas, na fronteira. As vítimas estavam em uma caminhonete que estava sendo perseguida pela polícia e colidiu de frente com outra picape perto de Del Rio, segundo autoridades.

No começo do mês, outros 13 imigrantes morreram em um acidente entre uma SUV e um caminhão no sul da Califórnia. O veículo havia atravessado um buraco na cerca da fronteira, levava 25 pessoas e não era perseguido no momento da colisão.

Fonte: G1

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