Juíza do caso sobre o menino gaúcho morto pela mãe quer esclarecer questões pendentes

Mulher é autora confessa do crime, cometido há mais de quatro meses em Planalto.


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Foto: Reprodução

Um dia após a primeira audiência do processo sobre o assassinato do menino Rafael Winques pela própria mãe, na madrugada de 15 de maio, a juíza da Comarca de Planalto (Região Norte), Marilene Parizotto Campagna, busca analisar questões que ficaram pendentes na investigação, nas versões e na denúncia.

A magistrada também salientou a importância de que se mantenha cautela para aguardar o resultado das investigações. Marilene relatou que, dentre as inúmeras diligências já autorizadas, algumas ainda estão pendentes – incluindo o detalhamento de onde estava o pai da vítima estava no dia do crime.

O conteúdo extraído do telefone celular de Alexandra Salete Dougokenski, mãe do menino, inclui uma conversa dela com uma professora. Nesse diálogo, a mãe de Rafael afirma ter tomado conhecimento de que o ex-marido teria ido até Planalto – cidade onde o menino morava e foi morto – na mesma semana do crime, tendo inclusive efetuado pagamento de IPTU referente a um terreno de sua propriedade.

Após confrontar esse registro com o depoimento do pai e da educadora da criança, a juíza determinou que a prefeitura de Planalto seja notificado a informar, em até cinco dias, a data em que foi retirado o carnê e realizado pagamento do imposto referente ao imóvel.

A juíza também negou o pedido da defesa para que fosse feita uma acareação entre os pais de Rafael e, a pedido do MP, determinou que seja ouvida como testemunha uma irmã do homem – ambos moram em Bento Gonçalves (Região Norte do Estado).

O processo sobre o assassinato teve na quinta-feira (1º) a sua primeira audiência judicial. A própria mãe consta como autora confessa do infanticídio, cometido na madrugada de 15 de maio na casa da vítimas em Planalto. O primeiro a depor foi o pai da criança – ele relatou que a ex-mulher era agressiva na edução de Rafael e de seu irmão mais velho, um adolescente de 17 anos.

Infanticídio

Em meio a versões que foram sendo modificadas nas semanas posteriores ao infanticídio, a mãe de Rafael Winques, 11 anos, assumiu ter matado o filho mais novo e ocultado o corpo. Ela alegou que o incidente envolveu overdose acidental, devido a dois comprimidos do calmante Diazepam que forneceu ao menino para que dormisse, já que permanecia jogando “games” até altas horas da noite.

Ao constatar que o menino estava sem vida, a mãe teria entrado em pânico e decidido arrastar o cadáver, com uma corda amarrada ao pescoço, até uma casa ao lado, cujos moradores estavam fora da cidade. No dia seguinte, procurou a Polícia para uma falsa comunicação de desaparecimento.

Buscas foram realizadas durante mais de uma semana, até os investigadores notarem contradições na fala da mãe. Confrontada, acabou confessando o crime em 25 de maio, dez dias depois. A necropsia apontou como causa da morte asfixia mecânica por estrangulamento. A mãe foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

Fonte: O Sul

 

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