Justiça de Estrela manda soltar dez indiciados na maior operação realizada pela Draco

Chamada de “Godfather”, ação ocorreu em outubro do ano passado e desarticulou uma organização criminosa que atuava em Lajeado, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires, Torres e Florianópolis, em Santa Catarina


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Organização criminosa cometia crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e posse de armas em larga escala (Foto: Gabriela Hautrive/Arquivo)

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Estrela expediu alvará de soltura para dez dos 16 indiciados na operação “Godfather” desencadeada em 09 de outubro do ano passado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas de Lajeado (Draco) de Lajeado, comandada pelo delegado titular da Draco, Dinarte Marshall Júnior. O objetivo da ação foi desarticular uma organização criminosa com atuação principal nos municípios de Lajeado, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires, Torres e Florianópolis, em Santa Catarina, a qual cometia crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e posse de armas em larga escala.

A ação policial contou com a cooperação de mais de 150 policiais e empregou 48 viaturas, sendo: 14 delegados e 120 agentes da Polícia Civil, 17 policiais militares, dois policiais rodoviários federais e seis cães farejadores.

Em 10 de novembro, foi entregue ao Poder Judiciário o inquérito policial com 1,2 mil páginas e remetido à 1ª Vara Criminal da Comarca de Estrela. Contudo, no dia 16 de julho a juíza de Direito Caren Letícia Castro Pereira, emitiu o alvará de liberdade provisória de dez dos 16 acusados, mas um deles não pôde ser solto por responder por outros crimes. O Presídio Estadual de Lajeado confirmou a soltura dos nove internos.

A decisão judicial diz que os acusados devem manter os endereços e telefones atualizados, estão proibidos de se ausentar da região sem prévia autorização judicial e precisam comparecer a todos os atos processuais que forem intimados.

Um trecho do despacho justifica a decisão e diz que ”não obstante a presença de fortes indícios de autoria e materialidade dos réus, cujo envolvimento, segundo consta, ao menos em sede de cognição sumária, restou evidenciado por meio de interceptações telefônicas, não vislumbro, no momento, o perigo em sua liberdade.”

A reportagem do Grupo Independente fez contato com a magistrada, mas ela disse que não pode falar ou dar entrevista acerca de processo em andamento que está sob sua jurisdição. O promotor de justiça de Estrela André Costa também não quis se manifestar sobre a decisão. Costa disse que em razão de se tratar de um processo sigiloso, por ora não pode comentar ou conceder entrevistas a respeito. O delegado Dinarte Marshall Júnior também optou por não falar sobre o assunto.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

2 Comentários

  1. Com certeza foram soltos pois o Delegado promoveu um inquérito infundado.. devem ser 1200 páginas de cópias de documentos e fins fantasiosos .. ALGUNS policiais só querem aparecer na mídia .. e promover a custo de mero artifício .. a qualquer custo .. Bem acertado a decisão da Magistrada .. por hora ..

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