Justiça nega pedido de prisão, mas acata denúncia contra dentista acusado pela morte de Potrich

Ao indeferir a preventiva, juíza argumentou que o acusado possui endereço fixo, profissão lícita e que não há elementos que indiquem obstrução das investigações.


0
Dentista, vizinho e amigo da vítima, foi preso no dia 23 de janeiro, em Capão da Canoa, mas foi solto no dia 31 do mesmo mês graças a um habeas corpus concedido pelo TJ/RS (Foto: Reprodução)

Na tarde deste quinta-feira (11), a juíza Jacqueline Bervian negou o pedido de prisão preventiva do dentista Carlos Alberto Weber Patussi (52). A denúncia foi apresentada à Justiça na manhã desta quinta, pelo promotor de Justiça André Prediger, após coletiva de imprensa na sede da Promotoria Pública da Comarca de Encantado.

Ao lado do filho e da esposa da vítima, Prediger salientou que o dentista é acusado por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver do gerente do Sicredi de Anta Gorda, Jacir Potrich (55).

No entanto, apesar de negar o pedido de prisão, a juíza aceitou a denúncia. Dessa forma, Patussi passa a responder como réu no processo criminal.

O entendimento da Justiça

Ao indeferir o pedido, Jacqueline argumentou que o acusado possui endereço certo, profissão lícita e, após sua soltura, nenhum elemento novo indica que ele vem interferindo nas investigações policiais, seja por meio de poder econômico ou social. Ainda durante a fase de investigação do crime, foi decretada a prisão temporária do acusado. O Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus para soltura uma semana depois e determinou a apreensão do passaporte, como forma de garantir a permanência do acusado no país até a conclusão do processo.

Para receber a denúncia, a magistrada entendeu que existem indícios sólidos que envolvem o denunciado. Quanto aos indícios de autoria, ela afirma que às imagens do acusado dirigindo-se ao quiosque do condomínio (local onde estava a vítima) e também o movimento do dentista de alterar a posição das câmeras de segurança que captariam as imagens da saída do ambiente demonstram-se suficientes para apontar o acusado como suposto autor dos crimes.

O que diz a defesa

Segundo o advogado de Patussi, Paulo Olímpio, o pedido não tem sustentação, pois não existem provas de autoria e de materialidade. Olímpio salientou também que todas as perícias tiveram resultado negativo e, por isso, não há como acusar Patussi pelo desaparecimento e morte do bancário. Por fim, o advogado garante Patussi tem total interesse de colaborar para a elucidação do caso.

O corpo de Potrich desapareceu no dia 13 de novembro de 2018 e ainda não foi encontrado. AD

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui