Justiça turca condena mais de 300 à prisão perpétua por tentativa de golpe em 2016

Eles foram declarados culpados por tentar 'derrubar a ordem constitucional'; sentença foi dada depois de quatro anos dos ataques contra o Parlamento da Turquia e o palácio presidencial.


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Soldados são vistos do lado asiático de Istambul, na Turquia, em foto de 2016 (Foto: Emrah Gurel/AP/Arquivo)

A Justiça da Turquia condenou 337 pessoas à prisão perpétua nesta quinta-feira (26). Elas foram consideradas culpadas pela tentativa frustrada de golpe de estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan, em 2016.

A sentença veio depois de um longo julgamento em Ancara, que começou ainda em 2017. Entre os condenados, estão os pilotos que bombardearam áreas importantes da capital, como o Parlamento e áreas próximas ao palácio presidencial.

Além disso, os militares também foram declarados culpados pela tentativa de assassinato de Erdogan e pela morte de voluntários durante a ação que aconteceu na madrugada de 15 para 16 de julho de 2016, segundo a sentença divulgada pela agência de notícias France Presse.

Outras 60 pessoas foram condenadas a penas menores, e 75 foram absolvidas. No total, 475 pessoas eram julgadas neste processo.

Relembre a tentativa de golpe

Entre os dias 15 e 16 de julho de 2016, militares bloquearam pontes no Estreito de Bósforo, em Istambul, tomaram o controle da emissora estatal de televisão TRT e sobrevoaram a capital, Ancara, com aviões e helicópteros.

O presidente Recep Tayyip Erdogan, que estava de férias no momento do levante, afirmou que os militares por trás da tentativa de golpe estavam agindo fora da linha de comando do exército, e convocou a população a tomar as ruas em protesto.

Na capital, aviões de caça haviam voado durante à noite a baixa altitude, e o Parlamento foi alvo de uma série de ataques aéreos. Mais tarde, um avião lançou uma bomba perto do palácio presidencial. Os bombardeios deixaram 68 mortos e mais de 200 feridos na capital turca.

Fonte: G1

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