Kiev tem novo toque de recolher até quarta-feira

Ataques russos na cidade Mariupol foram criticados por diplomatas da União Europeia


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Foto: Aris Messinis / AFP

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou que vai instaurar um novo toque de recolher na capital ucraniana a partir de segunda-feira à noite e até a manhã de quarta-feira.

“Começará hoje às 20h (15h de Brasília) e prosseguirá até 7h (2h de Brasília) de 23 de março”, escreveu o ex-campeão mundial de boxe em sua conta no Telegram. “Os comércios, farmácias, postos de gasolina não abrirão amanhã”, acrescentou.

A capital ucraniana, que as forças russas tentam cercar, já decretou vários toques de recolher. O anterior teve duração de 35 horas na semana passada, de terça-feira à noite à manhã de quinta-feira. Na madrugada desta segunda-feira, um bombardeio atingiu um centro comercial ao noroeste da capital e matou pelo menos oito pessoas, confirmou Vitali Klitschko.

De acordo com o prefeito, seis imóveis residenciais, duas escolas e duas creches nas proximidades do centro comercial também foram atingidos. Metade dos 3,5 milhões de habitantes da capital ucraniana fugiu desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

Críticas de diplomatas

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, classificou nesta segunda-feira como um “enorme crime de guerra” o ataque russo à cidade portuária ucraniana de Mariupol, que está sob intensos bombardeios. “O que está acontecendo em Mariupol é um enorme crime de guerra, (estão) destruindo tudo, bombardeando e matando a todos”, disse Borrell, antes de uma reunião de chanceleres europeus em Bruxelas.

A ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, afirmou que “são claramente e sem dúvidas crimes de guerra”. Vários ministros das Relações Exteriores mencionaram que a magnitude da destruição justifica discussões sobre sanções adicionais contra a Rússia.

“Pelo nível de destruição na Ucrânia no momento é muito difícil, na minha opinião, argumentar que não devemos avançar (para sanções contra) o setor de energia, particularmente petróleo e carvão”, disse o chanceler da Irlanda, Simon Coveney. “Estamos trabalhando muito para reduzir nossa dependência das importações de combustíveis fósseis… e vamos sair da dependência energética que temos da Rússia”, disse Baerbock.

A Ucrânia rejeitou nesta segunda-feira um ultimato russo para entregar a cidade cercada de Mariupol, cenário de intensos bombardeios desde o início da ofensiva russa em território ucraniano. A cidade está sem energia elétrica, água potável e gás combustível. De acordo com as autoridades locais, quase mil moradores de Mariupol foram removidos à força pelas forças russas.

Fonte: Correio do Povo 

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